Mesmo após um ano marcado pela seca histórica que paralisou o transporte fluvial por quase dois meses, o Amazonas encerrou 2023 com crescimento econômico. O Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 161,7 bilhões, uma alta de 2,05% em volume de produção, segundo a Sedecti. Com isso, o estado segue como 16ª maior economia do Brasil.
Em 2022, o PIB havia sido de R$ 145,1 bilhões, impulsionado pela Indústria de Transformação, Administração Pública e atividades financeiras e imobiliárias.
Resiliência em ano difícil
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Serafim Corrêa, destacou que 2023 foi um ano atípico:
“Ficamos 50 dias sem receber navios por causa da seca prolongada. Ainda assim, crescemos. Chegar a R$ 161 bilhões é uma boa notícia”.
Para reduzir impactos logísticos, o Governo do Estado e a iniciativa privada instalaram portos temporários, garantindo o abastecimento e a circulação de cargas.
Serviços e indústria seguem liderando
A estrutura econômica do Amazonas permaneceu diversificada. Os Serviços responderam por 46,35% do PIB, movimentando R$ 73,9 bilhões — com destaques para Administração Pública, Outros Serviços e Comércio. Atividades Imobiliárias cresceram 6,66% e as Financeiras e de Seguros avançaram 9,46%.
A Indústria representou 34,07% do PIB e somou R$ 55,1 bilhões. A Indústria de Transformação — grande motor do Polo Industrial de Manaus — cresceu 2,21% em volume, puxada principalmente pelas linhas de transporte e bebidas.
Agro avança no interior
A Agropecuária movimentou R$ 7,4 bilhões, cerca de 4,6% da economia estadual, mantendo importância na geração de renda no interior.
Na Região Norte, o Amazonas segue como segunda maior economia, atrás apenas do Pará (R$ 254,5 bilhões).
Por que o dado é de 2023
Os resultados são divulgados com dois anos de defasagem porque seguem a metodologia das Contas Nacionais do IBGE, que exige ampla coleta de dados sobre produção, consumo e setores econômicos.
Panorama nacional
No Brasil, o PIB chegou a R$ 10,9 trilhões, com alta de 3,24%, puxada pela safra recorde de grãos, mercado de trabalho aquecido e inflação sob controle. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais seguem como líderes na composição do PIB nacional.







