Neste sábado, 29, a partir das 10h, acontecerá mais um evento do projeto Canoa da Cultura, no Centro Cultural Palacete Provincial, na praça Heliodoro Balbi (popular praça da Polícia) com entrada gratuita para os amantes da leitura e para aqueles que desejarem conhecer alguns autores amazonenses. Durante o evento, o professor Dilson Gomes Nascimento irá lançar seu primeiro livro, ‘A descoberta do incrível mundo da escola’, de literatura infantil, uma mistura de fatos e ficção da vida de Dilson. Junto com Dilson, mais de dez outros escritores e escritoras irão promover sessões de autógrafos de seus respectivos livros.
“O livro é carregado de significados e de boas lembranças de um personagem, o menino Zeca, que narra sua infância na pequena cidade de Parintins. Zeca mudou-se de uma comunidade ribeirinha para estudar na cidade, e é justamente neste novo ambiente que o garoto se reconhece e se encanta. A escola está no centro das atenções e da vida do pequeno menino do interior do Amazonas e de seus colegas”, adiantou.
Dilson é mais uma daquelas pessoas que, ante as dificuldades no interior do Estado, rumam para a cidade em busca de dias melhores.
“Gosto de ressaltar minhas origens. Não há como se desprender das nossas vivências, da vida junto aos meus pais na agricultura e na pesca. Meus pais sempre moraram no interior de Parintins, onde criaram os filhos. Vendo as necessidades pelas quais passavam, decidi, ainda criança, dedicar-me aos estudos. Vivi intensamente tudo que a escola e, depois, a faculdade poderiam me oferecer”, lembrou.
“Tornei-me professor de Geografia e atuo com o propósito de impactar positivamente a comunidade escolar. Hoje, na minha prática docente, desenvolvo projetos interdisciplinares para envolver os professores e, principalmente, os estudantes. Essa foi a forma que encontrei para mobilizar a comunidade em torno de uma educação transformadora”, completou.
No Jornal do Commercio
Dilson já foi matéria em duas ocasiões, no Jornal do Commercio, ao publicar, em 2024 e 2025, os volumes I e II, respectivamente, do livro ‘Abordagens multidisciplinares em pesquisas na educação básica no Estado do Amazonas’.
“Nos dois livros busquei estimular os professores da educação básica a publicarem suas pesquisas, realizadas em sala de aula, e potencializar seus currículos. Foram cerca de 30 professores participantes de todo o Estado do Amazonas. Esses dois trabalhos lhes deram muita visibilidade”, comemorou.
Diante do sucesso dessas publicações, Dilson resolveu liberar o escritor que estava adormecido dentro dele, escreveu a história e agora lança o próprio livro, em grande estilo, com capa dura e papel fotográfico, ilustrado pelo quadrinista Gilmal. Detalhe: o livro é artesanal, seguindo uma tendência que está se espalhando por Manaus com editoras se especializando nesse tipo de trabalho acompanhando a grande quantidade de escritores que está surgindo. Com as facilidades tecnológicas, e impressoras cada vez mais multifacilitadoras, os livros são produzidos em home office, montados um a um, e ninguém diz que não foram impressos numa gráfica.
“Esse é meu primeiro livro autoral. É curioso o fato de eu ser professor e pesquisador, mas optar por enveredar pela literatura infantil. Creio que tenham várias camadas por trás das minhas motivações. Tenho observado os estudantes na minha escola lendo muito os livros paradidáticos. Não é verdade que os jovens estão deixando de ler. Mas, é preciso haver incentivo. Creio que, por meio do livro, cumpro esse dever”, falou.
Ano passado, junto com a professora Kelly Cristina, de Língua Portuguesa, Dilson criou o Clube de Leitura da Escola Estadual Ruy Araújo, onde atua.
“Isso foi me aproximando ainda mais da literatura. Ademais, sou apaixonado pela contação de histórias e sei que muitos adultos lerão meu livro com as crianças e se reconhecerão nas histórias”, afirmou.

Leitura que seduz
‘A descoberta do incrível mundo da escola’ é um conto que aborda as implicações decorrentes das mudanças de ambiente do interior para a cidade na vida de uma criança. A narrativa gira em torno das lembranças que marcam as diferenças e tensões entre o campo e a cidade na vida do personagem. Não apenas o novo ambiente escolar é diferente, mas todo o contexto social e familiar urbano trazem novas emoções e sensações ao pequeno Zeca. É indicado para crianças a partir da 7ª série do Ensino Fundamental.
“É uma leitura que seduz e encanta o estudante, que permite viajar pelo imaginário amazônico dos seres encantados do rio e da floresta. Tem um enredo que expõe a escola como um lugar fascinante, onde se aprende tanto com os professores quanto com os colegas através da contação de histórias. Pela narrativa também é uma excelente opção de leitura a ser realizada pelos mais velhos para as crianças, ao passo que as lembranças do tempo de escola vão surgindo. É um livro que tem como cenário a cidade de Parintins, creio que meus conterrâneos irão adorar a leitura”, finalizou.







