“Para dialogar e trocar experiências”

Em: 25 de fevereiro de 2026
Manaus se integra ao circuito nacional através da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, que acontece nesta quarta-feira (25.)
"O tema norteador será a transição ecológica e digital". ( Foto: Divulgação )
"O tema norteador será a transição ecológica e digital". ( Foto: Divulgação )

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), com apoio do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), além da correalização do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Sesi, Senai e IEL), realiza nesta quarta-feira (25), a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, integrando Manaus ao circuito nacional e conectando lideranças, empresas e instituições em torno de soluções para o futuro do setor produtivo. O encontro vai ocorrer das 9h às 17h, na Escola Senai Antônio Simões, no Distrito Industrial, e dentro da programação preparatória para o Congresso de Inovação da Indústria 2026.

Na capital amazonense, o encontro insere o Amazonas no centro do debate sobre o futuro do setor produtivo, com foco em temas como bioeconomia, indústria 4.0, eficiência produtiva, inovação tecnológica e novos modelos de negócios alinhados às exigências do mercado nacional e internacional, conforme informou ao Jornal do Commercio, Lamisse Said da Silva Cavalcanti, diretora técnica do Sebrae no Amazonas, na entrevista a seguir.

 

Jornal do Commercio: O que é a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, que já aconteceu em quatro regiões do país e agora chega ao Norte?

Lamisse Said: A Jornada é um movimento itinerante que percorre os 27 estados brasileiros. O Sul foi a primeira região a recebê-la. Foram onze encontros que dialogaram e trocaram experiências sobre a transição eco digital. Já passou também pelas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

 

JC: Desde quando é realizada e quais os seus objetivos?

LS: A Jornada começou em julho de 2025 e termina em março de 2026, em São Paulo, no 11º Congresso de Inovação da Indústria, em que a experiência inédita vai apresentar o que colheu no percurso. Entre seus objetivos destaco conhecer as inovações tecnológicas com identidade regional, promover diálogos e experiências inspiradoras com atores reais que impulsionam a inovação brasileira rumo à transição ecológica e digital, e tecer uma grande rede de inovação com a cara do Brasil. A novidade é uma iniciativa da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), junto com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

 

JC: Cite alguns dos participantes, de maior relevância em seus empreendimentos, que estarão em Manaus, e o que debaterão?

LS: O Painel de Transformação Digital, moderado pelo Sebrae Nacional, terá a participação das empresas Getter S/A, BYD e FrioVix abordando temas como digitalização de processos, indústria 4.0, inovação tecnológica e aumento da competitividade no ambiente industrial. Já o Painel de Transição Ecológica, sob moderação da CNI, reunirá representantes das empresas Dica da Amazônia Regional, Tutiplast, CBA (Centro de Bionegócios da Amazônia) e D’arvore Cosméticos para debater sustentabilidade, bioeconomia, inovação ambiental e modelos de negócios alinhados às demandas globais e às especificidades da Amazônia. O tema norteador será a transição ecológica e digital, com os pilares estratégicos: Inteligência Artificial, database, transição energética, economia circular, deep techs, e negócios do futuro.

 

JC: Quais são os desafios da transição ecológica e da transformação digital?

LS: Um dos principais objetivos da Jornada é justamente identificá-los e mapeá-los, considerando que são temas amplos, complexos e interdependentes. Esses desafios envolvem dimensões econômicas, sociais, ambientais, tecnológicas e institucionais, exigindo uma visão integrada e estratégica. Ao promover esse mapeamento, a Jornada busca compreender melhor as lacunas existentes, as oportunidades de inovação e os caminhos possíveis para uma implementação mais eficaz e inclusiva das mudanças necessárias. 

 

JC: A Jornada está aberta a indústrias de qualquer porte? Quais resultados positivos uma indústria de pequeno porte pode obter participando da Jornada?

LS: Sim, a Jornada é aberta para empresas de todos os portes dos ecossistemas da região contribuindo, especialmente, com as micro, pequenas e médias empresas para que entendam os desafios e oportunidades da inovação, adotem tecnologias emergentes e aumentem sua produtividade e competitividade no mercado nacional e global. O evento facilita a conexão entre empresas, universidades, startups e instituições de pesquisa, gerando oportunidades de parcerias estratégicas, transferência de tecnologia, networking qualificado e acesso a investimentos e programas de apoio. Com a participação ativa do Sebrae, a Jornada amplia o acesso de pequenos negócios às discussões sobre inovação e tecnologia, oferecendo conhecimento, suporte prático e fomentando a competitividade desses empreendimentos.

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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