A Sodexo foi fundada em 1966, em Marselha, na França, por Pierre Bellon. Desde então, a empresa se tornou uma das líderes globais em serviços de alimentação e facilities, oferecendo soluções que contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas em ambientes como empresas, hospitais, escolas e outros espaços.
Atualmente, a Sodexo atua em dezenas de países. No Brasil, a Sodexo está presente desde 1978. Na Região Norte, onde se enquadra Manaus, a Sodexo opera em 67 unidades, atendendo 28 clientes e contando com cerca de 1.000 colaboradores. Em entrevista ao Jornal do Commercio, Lilian Rauld, gerente de ESG (Environmental, Social and Governance) da Sodexo Brasil, falou mais sobre a empresa e suas ações sociais.
Jornal do Commercio: A Sodexo fará 60 anos este ano. Desde quando realiza ações sociais?
Lilian Rauld: Desde a sua fundação. A empresa nasceu com um propósito muito claro: melhorar a qualidade de vida das pessoas e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atua. Ao longo dessas seis décadas, ampliou suas iniciativas em frentes como combate à fome, alimentação sustentável e apoio a projetos sociais, reforçando esse compromisso também por meio do movimento social Stop Hunger, organização sem fins lucrativos criada e mantida pela Sodexo e dedicada ao enfrentamento da fome e da má nutrição. Entre as principais iniciativas promovidas está a Servathon, uma maratona global anual de combate à fome, que mobiliza colaboradores e parceiros para arrecadar recursos destinados à compra de créditos de cestas básicas, direcionadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
JC: Por que escolheram mulheres em situação de vulnerabilidade social como ‘personagens’ dessa ação ‘Faça e Venda’?
LR: Hoje, mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres, e 71% delas são a principal fonte de renda de suas casas. Além disso, cerca de 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres. Diante desse contexto, escolhemos trabalhar com mulheres em situação de vulnerabilidade social porque acreditamos que promover autonomia financeira e oportunidades de geração de renda é um caminho importante para transformar realidades, contribuindo para fortalecer toda a estrutura familiar e a comunidade ao redor.

JC: O que é o curso ‘Faça e venda’?
LR: O ‘Faça e venda’ é um curso gratuito de capacitação em gastronomia sustentável e empreendedorismo, voltado principalmente para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa faz parte do ‘Cozinha solidária: sabores que transformam’, efetivado pelo Stop Hunger em parceria com a Gastromotiva e a Coca-Cola Brasil. Durante o curso, as participantes têm aulas teóricas e práticas que abordam técnicas culinárias, aproveitamento integral dos alimentos, além de noções de empreendedorismo, gestão e educação financeira, justamente para que possam desenvolver pequenos negócios na área de gastronomia. A iniciativa já chegou à sua quarta edição. A próxima turma iniciará em junho e depois disso, em dezembro, com previsão de abertura de inscrições entre abril e maio e depois em outubro. Interessadas devem enviar e-mail para: [email protected]
JC: Como foram escolhidas as mulheres que participaram desse curso?
LR: As participantes se inscrevem proativamente depois das campanhas de comunicação que fazemos. A ideia é priorizar mulheres que buscam oportunidades de qualificação e geração de renda, e que têm interesse em desenvolver habilidades na área da gastronomia e de empreendedorismo. Muitas delas compartilham desafios semelhantes, como a necessidade de ampliar a renda familiar, conciliar o cuidado com a família e encontrar novas oportunidades de trabalho. Todas demonstraram grande interesse em aprender, empreender e transformar a própria realidade por meio do conhecimento adquirido no curso.
JC: Essas mulheres terão um acompanhamento nos seus futuros empreendimentos?
LR: Sim, a área de ESG da Sodexo acompanha o programa e também as mulheres que se formam. Inclusive, algumas mulheres das primeiras turmas já estão com seus próprios negócios e voltaram a participar das novas edições para compartilhar seus testemunhos. Essas histórias de sucesso acabam se tornando parte do storytelling do projeto, inspirando outras mulheres que estão iniciando a jornada e mostrando, na prática, o potencial transformador da iniciativa.
JC: Por que o Centro de Arte Irmã Yolanda Setúbal foi escolhido para a realização desse curso?
LR: Localizado na Compensa, o Centro foi escolhido por ser um espaço de encontro e desenvolvimento para a comunidade local, promovendo atividades culturais, educativas e sociais. Outro fator relevante é o contexto do próprio bairro, uma região bastante populosa que, infelizmente, enfrenta altos índices de vulnerabilidade social. Ao levar o projeto para esse território, buscamos aproximar as oportunidades de formação para quem mais precisa, contribuindo para ampliar o acesso e gerar impacto positivo na comunidade.







