Em seu primeiro ato oficial como governador do Amazonas, Roberto Cidade iniciou nesta segunda-feira (6) o processo de transição administrativa na sede do Governo, na zona oeste de Manaus. Durante reunião com o secretariado, o novo titular do Executivo enfatizou a necessidade de manter a governabilidade e assegurar o equilíbrio das contas públicas, reforçando que a prioridade imediata da gestão é a continuidade das ações estaduais.
O encontro institucional contou com as presenças do ex-governador Wilson Lima, do ex-vice-governador Tadeu de Souza e do atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Adjuto Afonso. De acordo com Roberto Cidade, o convite aos seus antecessores visou estabelecer um diálogo equilibrado para garantir a segurança jurídica e administrativa do Estado durante a troca de comando.
Questionado sobre possíveis alterações na equipe de governo, Cidade afirmou que deve manter o atual secretariado para evitar rupturas operacionais. “A minha decisão hoje é de continuidade. Vamos trabalhar nas pautas importantes para o nosso Estado”, declarou o governador, indicando que mudanças, se ocorrerem, serão pontuais e graduais.
Bastidores e Articulação Durante o ato, Wilson Lima comentou as circunstâncias de sua saída, indicando que a renúncia para a pré-candidatura ao Senado esteve atrelada a articulações políticas e relações institucionais com o grupo liderado por Tadeu de Souza. Lima também rebateu críticas de adversários políticos sobre a forma como deixou o cargo, classificando o debate como de “nível baixo” e negando o uso de narrativas eleitorais em sua gestão.
Demandas dos Servidores No campo administrativo, Roberto Cidade precisou lidar com a primeira mobilização de servidores logo no início da manhã. Um grupo de professores realizou uma manifestação contra a suspensão do plano de saúde da categoria. O governador informou que tratará a pauta com urgência para entender as dificuldades financeiras ou contratuais envolvidas e buscar uma solução imediata.
A mudança na titularidade do Governo do Amazonas ocorre no limite do prazo legal de desincompatibilização e altera o xadrez político local. O mercado e os agentes políticos agora acompanham os próximos movimentos de Cidade, tanto na condução do orçamento estadual quanto na consolidação de sua base de apoio na Aleam.







