“O Sicredi como alternativa financeira”

Em: 13 de maio de 2026
Ano após ano, instituição financeira surgida, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis/RS, vem conquistando a confiança dos amazonenses.
Sicredi, uma instituição financeira bastante sólida na capital amazonense
Sicredi, uma instituição financeira bastante sólida na capital amazonense

Há apenas oito anos atuando no Amazonas, o Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) tem se mostrado uma instituição financeira bastante sólida na capital amazonense e alguns municípios do Estado, calcada na experiência dos seus 124 anos de atuação. Diferente dos bancos tradicionais, o Sicredi é formado por cooperativas de crédito onde os clientes são associados e donos dos negócios. No Amazonas, tem direcionado seus serviços para as indústrias, empresas prestadoras de serviços e comércio varejista, mas como o agro é sua essência, tem voltado um olhar especial para a agricultura familiar, que tem se desenvolvido bastante nos últimos anos, conforme falou ao Jornal do Commercio, na entrevista a seguir, Rudinei Kronbauer, gerente regional de desenvolvimento do Sicredi no Amazonas.

 

Jornal do Commercio: Nesses oito anos de Amazonas, como está o desempenho do Sicredi na capital e nas cidades do interior?

Rudinei Kronbauer: Avançamos muito no número de associados. Passamos de nenhum associado, em 2018, para 29 mil, agora, número fechado em 2025. As pessoas têm conhecido esse modelo cooperativo do Sicredi e dado preferência à movimentação financeira das suas empresas e às suas finanças pessoais. Desde o ano passado começamos a perceber um movimento mais expressivo e crescente da confiança das pessoas no Sicredi como alternativa financeira.

 

JC: O amazonense que vai até o Sicredi busca o que?

RK: A preferência do amazonense é parecida com a do resto dos brasileiros. O crédito é sempre o carro chefe seguido pelos investimentos. O Sicredi tem 300 produtos disponíveis para pessoas físicas e empresas com capital de giro, investimentos subsidiados pelo FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Nosso portfólio é bastante amplo.

 

JC: A atuação do Sicredi é mais voltada para a população urbana? Porque?

RK: Os recursos estão bem divididos hoje. Atuamos no agro por nossa essência, mas nesse setor, aqui no Amazonas, ainda temos uma operação pequena, por isso nosso foco principal tem sido as pessoas jurídicas, seja no interior, onde temos agências em Parintins, Manacapuru e Itacoatiara, e aqui em Manaus. Um estudo econômico mostrou que a maioria da economia do Amazonas é baseada nas empresas, tanto no setor industrial, no Polo Industrial; quanto nas de prestação de serviços e comércio varejista.

 

JC: O que falta para darem uma maior atenção para o homem do interior, que trabalha com agricultura familiar?

RK: Mais de 90% dos recursos do Sicredi são destinados ao agro e à agricultura familiar, este, um segmento bem significativo no Amazonas. O Sicredi, enquanto cooperativa, já entendeu como esse modelo funciona aqui. Sabemos dos desafios, como obter licenças ambientais, que o produtor precisa, e nos preparamos. Caso o cliente não consiga alguma documentação que uma linha de crédito subsidiária precisa, temos alternativas para atendê-lo.

 

Rudinei, "passamos de nenhum associado, em 2018, para 29 mil, agora"
Rudinei, “passamos de nenhum associado, em 2018, para 29 mil, agora”

 

JC: O que o pequeno produtor consegue de benefícios ao se associar ao Sicredi?

RK: Além dos benefícios de uma pessoa física normal, também terá de cartões aplicativos para cooptação financeira a maquininha de cartões para vender os seus produtos, sem falar que o Sicredi disponibiliza recursos para o custeio da lavoura e outros investimentos como compra de maquinário e melhoria do solo com calcário para atingir maior produtividade. Temos linhas exclusivas para isso.     

 

JC: Com a atual alta taxa de inadimplência do brasileiro, em qual grau o amazonense se encaixa? Tem muita gente sem conseguir honrar os empréstimos?

RK: Estamos num momento em que todo o país vive essa questão da inadimplência, mas o Sicredi tem mantido contatos com os associados inadimplentes em busca de alternativas. Por ser uma cooperativa e ter associados, tentamos resolver a situação ‘em casa’. Algumas alternativas são: dar carência de longo prazo, ou rever as condições desse crédito e até mesmo promover educação financeira para que esse cooperado organize suas finanças.

 

JC: Hoje, quanto o Sicredi tem disponível, em créditos, para o Amazonas?

RK: Temos um volume bem interessante. Um Fundo que é bem importante para nós é o FNO. Disponibilizamos mais de R$ 15 milhões para pequenos empresários que queiram investir numa máquina, num equipamento, fazer uma construção ou uma reforma. Esse recurso serve muito bem para isso.

 

JC: Agora em maio o Sicredi fará uma promoção especial para quem desejar ter energia solar. Fale sobre isso.

RK: Sim. O Sicredi tem uma linha chamada energia solar já há algum tempo, e vamos realizar um feirão com condições bem atraentes, com prazo de até 84 meses para pagar as taxas, que são variáveis dependendo do volume a ser emprestado e do perfil do associado, mas tenho certeza que serão as taxas mais baratas do mercado, com operações de cinco a dez mil reais, para pequenas usinas solares; até operações para mais de um milhão de reais. Quem não é associado pode se associar rapidinho em qualquer agência Sicredi, depois é só trazer o orçamento da usina solar, para ser avaliado e liberarmos o dinheiro.    

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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