Empresas em recuperação judicial somam R$ 20 bilhões em dívidas no varejo

Em: 4 de setembro de 2026
casas bahia
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Empresas do varejo brasileiro em recuperação judicial acumulam cerca de R$ 20 bilhões em dívidas em 2026, segundo levantamento do Monitor RGF-BIZDOC publicado pelo Poder360.

O valor reúne companhias de diferentes segmentos, como eletrodomésticos, móveis e alimentação. A maior parte do montante está concentrada no Grupo Casas Bahia, que declarou R$ 17,3 bilhões em dívidas no pedido de recuperação judicial apresentado em agosto.

Antes disso, a companhia havia concluído uma recuperação extrajudicial em 2024.

Casas Bahia concentra maior dívida do varejo

Além da Casas Bahia, o levantamento inclui o Grupo Toky, controlador de Mobly e Tok&Stok, que declarou passivo de R$ 1,1 bilhão em pedido protocolado em maio.

O Grupo Gennius, dono de Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, soma R$ 265 milhões em dívidas.

Também aparecem entre as empresas em recuperação judicial as Lojas Marabraz e o Grupo CVLB, controlador de Casa&Video e Le Biscuit. A Americanas, que iniciou seu processo em 2023, segue em recuperação judicial.

Entre os fatores associados à pressão financeira sobre essas companhias estão juros elevados, restrição de crédito e mudanças no comportamento de consumo.

Recuperações judiciais avançam no país

O Brasil tinha 6.341 empresas em recuperação judicial em julho de 2026, segundo o Monitor RGF-BIZDOC.

No primeiro semestre, 370 companhias entraram com pedidos de recuperação, alta de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2025. Naquele momento, o estoque era de 5.971 empresas.

Para Claudio Damasceno, sócio sênior da RGF e especialista em reestruturação, o movimento mostra que a pressão financeira passou a atingir também empresas de menor porte.

“O estresse financeiro está descendo a pirâmide empresarial”, afirmou ao Poder360.

Segundo Damasceno, juros altos, custo do crédito e perda de renda em regiões afetadas pela desaceleração do agronegócio ajudam a explicar o cenário. A expansão de plataformas digitais asiáticas também acelerou mudanças já em curso no varejo físico, mas não é apontada como origem da crise.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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