Nesta semana celebramos uma data importante alusiva ao dia do profissional de Administração. O administrador ou bacharel em administração é o profissional responsável pelo gerenciamento de uma organização, seja esta pública ou privada. Ele é quem deve ser capaz de sistematizar práticas para gerir uma instituição. É também o responsável por planejar estratégias, acompanhar o desempenho das atividades, gerenciar os recursos humanos, materiais e financeiros de uma instituição. Ele é quem detém as técnicas de gestão, de planejamento, de controle e da qualidade do serviço ou produto ofertado.
Em um mundo marcado por rápidas transformações econômicas, tecnológicas e sociais, a figura do Administrador tornou-se ainda mais relevante. As organizações precisam de profissionais capazes de enxergar além do cotidiano, interpretar mudanças, antecipar riscos e construir estratégias sustentáveis.
No Brasil, a Administração exerce papel decisivo em praticamente todos os setores da economia. Empresas de pequeno, médio e grande porte dependem de uma gestão eficiente para sobreviver, crescer e gerar empregos. Órgãos públicos necessitam de planejamento e responsabilidade na utilização dos recursos destinados à população. Hospitais, universidades, entidades do terceiro setor, cooperativas e tantas outras instituições também precisam de administradores preparados para transformar recursos limitados em resultados cada vez melhores.
Ter um profissional habilitado para equacionar tantos fatores mostrou-se cada vez mais primordial, especialmente com o advento da industrialização global e o aumento da complexidade das questões a serem revolvidas, diante de um mercado cada vez mais internacional, além da necessidade de se administrar com eficiência, eficácia e efetividade. Agora, com com o advento real da indústria e tecnologias 5.0, é cada vez mais necessário que se tenham profissionais aptos a gerir pessoas e processos.
Diante de tudo isso, temos o dia 9 de setembro como o Dia Nacional do Administrador. Esta data é referente à Lei nº 4.769, assinada em 9 de setembro de 1965, em que se regulamentou a Profissão no Brasil.
Ao profissional Administrador se solicita o cumprimento de certos requisitos, dentre estes, o de estar pautado no dinamismo, na proatividade, na criatividade, na capacidade de trabalhar em grupo, de gerenciar conflitos e de procurar superar os diversos entraves encontrados em muitas empresas privadas ou instituições públicas. Em meio às transformações socioeconômicas surgidas nas últimas décadas, veio um fenômeno em todo o mundo, a qual chamamos de Burocracia, que é a sistematização de procedimentos, visando a padronização e organização dos trabalhos. Porém, o que tem prevalecido ao longo do tempo, especialmente na administração pública, é a inversão de valores, de modo que os ‘procedimentos’ acabaram por se tornar mais importantes que a própria finalidade das ações, no âmbito de algumas instituições. E quando isso ocorre, a burocracia perde o sentido de sua função e passamos a ter a disfunção burocrática. Ainda estamos longe de superar isso, especialmente no serviço público, pois o nosso País é um dos lugares com maiores entraves burocráticos do mundo, situação esta que configura um grande desafio para os gestores. Mas é preciso encarar de frente esta situação, com reformas que venham a mitigar tais prejuízos gerados por esta disfunção, pois a ideia que denota o termo “burocracia” não é ruim; pelo contrário, contudo, o excesso de formalidades, regras e estruturas rígidas acaba por se tornar uma grande barreira que impede principalmente muitos órgãos públicos de operarem com toda a sua capacidade, de maneira mais prática, ágil e eficaz. E isso não é de agora e nem resultado de nenhum governo específico somente. É algo que já se perdura há anos.
Apesar de todo este contexto, já temos visto uma nova postura por parte de muitas pessoas envolvidas no processo administrativo: cada vez mais tem havido a compreensão dos direitos e deveres de cada um. Iniciativas como o Programa Nacional de Desburocratização, criado em 1979 por Hélio Beltrão e o Gespública (através do Decreto Presidencial nº 5.378, que foi resultado da fusão do Programa Qualidade no Serviço Público e do Programa Nacional de Desburocratização) são exemplos de ações em busca da melhoria dos serviços oferecidos aos cidadãos. O profissional de Administração é aquele que deve ter a compreensão de que não se pode ficar “preso” em procedimentos; pelo contrário, é imperativo ter uma visão sistêmica e holística, procurando sempre fazer com que as atividades em âmbito organizacional, realizadas pelo corpo funcional de qualuqer entidade, possam estar interligadas, de maneira que as habilidades individuais possam ser bem aproveitadas; com todos integrados à visão, à missão e aos objetivos da Empresa ou Instituição Pública em questão.
A profissão de administrador no Brasil começou a ganhar mais espaço a partir da década de 1940. E desde lá até os dias atuais cada vez mais sua importância e essencialidade têm sido provada e comprovada; pois, mesmo nos ramos mai segmentados (como hospitais, escritórios jurídicos, escolas etc.) é fundamental que quem esteja à frente destes tenha o conhecimento necessário de quem foi preparado para gerir. O Conselho Federal de Administração e os conselhos Regionais (como o do Amazonas) fazem há muito tempo um trabalho profícuo nesta questão também, como disseminadores na defesa da importância do Profissional da Administração.
Tenho a satisfação de também ser profissional formado de administração e exercer há tempos esta profissão brilhante, assim como acadêmico finalista de Direito, profissão também de valor excepcional. Parabéns a todos os gestores que cumprem suas missões com maestria e dedicação.







