A voz viva do patriotismo no Amazonas

Em: 15 de setembro de 2026

O tempo pode embranquecer meus cabelos e trazer o peso das décadas, mas há chamas que a idade é incapaz de apagar. Aos 93 anos, continuo provando que o amor à pátria e a vocação para servir ao próximo são sentimentos eternos.

Minha vida sempre foi guiada pela ação e pelas palavras. Como ex-deputado federal, dediquei meus esforços a mudar a realidade de milhares de ribeirinhos e moradores de áreas remotas do nosso estado. Fui o pioneiro na interiorização dos atendimentos itinerantes no Amazonas, uma missão logística e humana gigantesca, desafiando a geografia da nossa região para levar dignidade aos rincões mais isolados — um trabalho que anos atrás atravessou fronteiras e ganhou destaque até no canal internacional Discovery.

Além da política, quis imortalizar minhas memórias e visões no livro “Pingo nos Is”, resumindo a trajetória de quem dedicou a vida a organizar, defender e estruturar o seu estado e o seu país.

Hoje, aos 93 anos, minha trincheira passou a ser o papel e a caneta. Escrevendo a próprio punho em meu caderno espiral, sinto-me como um eterno guardião da nação. Em poemas recentes que criei, como “Pátria Brasileira”, “Orgulho Brasileiro” e “Em Defesa da Pátria”, busco exaltar valores que não podem ser esquecidos.

Na véspera deste Sete de Setembro, escrevi em versos: “Amar sua pátria é dever patriótico. Chorar por ela é cumprir uma missão”. Para mim, o patriotismo faz parte do viver e exige uma estrutura humana forte o suficiente para suportar o peso das nervuras e viver com dignidade.

Em “Orgulho Brasileiro”, fiz questão de cantar uma ode aos nossos símbolos nacionais e à presença constante das forças que guarnecem o país em qualquer estação do ano. As cores da nossa bandeira estão cravadas em nossas memórias e corações, e meu maior desejo de patriota é assistir de perto o tremular de nossa bandeira erguida nas fronteiras do Brasil.

A força do meu espírito permanece viva no texto “Em Defesa da Pátria”, onde o tom é de convocação e bravura. Mesmo no auge dos meus 93 anos, sinto-me ao lado daqueles que marcham com ardor pelo país: “Não tememos qualquer dificuldade por estarmos preparados para lutar e vencer, até chegar a hora de morrer”.

Construir um país melhor exige, antes de tudo, amar a terra em que se pisa. Que o meu exemplo sirva de incentivo para que todos nós coloquemos os nossos próprios ‘pingos nos is’ na história da nossa nação.”

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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