Revendores distribuem software falso

Em: 27 de abril de 2010
Uma pesquisa desenvolvida com pequenas revendas e montadores de computadores de todo o país aponta que 27% dos pesquisados comercializam softwares não genuínos
Uma pesquisa desenvolvida com pequenas revendas e montadores de computadores de todo o país aponta que 27% dos pesquisados comercializam softwares não genuínos

Uma pesquisa desenvolvida com pequenas revendas e montadores de computadores de todo o país aponta que 27% dos pesquisados comercializam softwares não genuínos. A pesquisa, conduzida a pedido da Microsoft pelo instituto americano Bare Internacional, utilizou a ferramenta Mystery Shopper (Comprador Misterioso) para avaliar o tipo de oferta de compra oferecida pelas revendas ao consumidor no momento da aquisição de um computador. O pesquisador, sem se identificar, simulava uma pesquisa de preço no ponto de venda. O levantamento foi realizado entre outubro de 2009 e janeiro de 2010 com 1.000 revendedores de todas as regiões
De acordo com a pesquisa, o Centro-Oeste é a região que registrou o maior número de ofertas com o software não genuíno, com índice de 40%, seguido do Nordeste com 31%,o Sul com 29% e o Norte com 27%. A região Sudeste registrou o índice mais baixo do levantamento com 23% das revendas oferecendo software não-original.
“O objetivo da pesquisa foi testar a qualidade do atendimento no ponto de venda e a experiência na hora da compra. Muitas vezes o consumidor não tem a mínima ideia que está levando um Windows não original”, destaca Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do Grupo de Serviços Online e Consumo da Microsoft Brasil. “A comercialização de softwares não genuínos viola os direitos do consumidor, que é lesado ao adquirir um produto sem garantias e características do produto original. Quando a oferta é realizada com o Windows não genuíno o usuário fica mais exposto a riscos como vírus, trojans, perdas de dados e invasões de sistemas. O consumidor que possui o software original tem benefícios como atualizações do sistema, suporte técnico gratuito e antivírus gratuito, além de uma experiência única”, afirma o executivo.
A pesquisa também identificou que 14% dos pesquisados comercializam computadores sem nenhum sistema operacional. “Este dado também é alarmante porque o usuário acaba frustrado por não conseguir utilizar o hardware logo depois da compra. Ele terá que adquirir o Windows por conta própria, muita vezes pagando mais caro do que a versão pré-instalada ou optando pelo produto pirata. O Windows pré-instalado não só é a forma mais econômica de adquirir o sistema operacional, mas também a mais segura e com melhor performance, já que o fabricante instalou e otimizou o produto para aquele computador”, complementa Oliveira.
Uma pesquisa realizada pelo IDC apontou os riscos que o consumidor enfrenta ao utilizar um software não original. Um dos números mais alarmantes revela que o número de arquivos contendo hacks e cracks baixados por meio de P2P (peer-to-peer) infectados de alguma forma e que tentavam instalar arquivos não autorizados chegava a 59%. A pesquisa mostrou também que 25% dos sites acessados que oferecem softwares piratas e outras ferramentas semelhantes, tentavam instalar softwares maliciosos ou que poderiam causar danos ao computador.
Um estudo elaborado pela BSA – Business Software Alliance destaca que o Brasil registrou, em 2008, o índice de pirataria de software de 58%. Esforços antipirataria no Brasil proporcionaram nos últimos três anos redução de 6 pontos percentuais no índice. Essa taxa é a menor entre os países do BRICs e a segunda menor da América Latina. No mundo a taxa subiu 3 pontos percentuais, em 2008, e atingiu os 41%.
O estudo também apontou que as perdas com pirataria de software, em 2008, foram de US$ 1,64 bilhão. Um aumento de 1,73% com relação ao ano anterior. O Brasil é o 9º país no ranking mundial dos mais prejudicados pela pirataria.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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