Cheque sem fundo tem menor nível desde 2005

Em: 20 de maio de 2010
O Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos registrou, para o período de janeiro a abril, o menor índice em cinco anos, com 1,91%, acima somente do número de 2005, 1,78%
O Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos registrou, para o período de janeiro a abril, o menor índice em cinco anos, com 1,91%, acima somente do número de 2005, 1,78%

O Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos registrou, para o período de janeiro a abril, o menor índice em cinco anos, com 1,91%, acima somente do número de 2005, 1,78%. No período, foram quase 374 milhões de cheques compensados e pouco mais de 7 milhões devolvidos.
Em abril, de um total de 92.682.719 cheques compensados, foram devolvidos 1.727.348, uma inadimplência de 1,86%, patamar semelhante ao registrado nos primeiros dois meses do ano, quando o percentual de cheques devolvidos em relação aos compensados ficou em 1,85%. Em março, devido a fatores sazonais de aumento das despesas familiares -IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e despesas escolares-, o índice subiu para 2,04%.
O índice de cheques devolvidos em abril é inferior também em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos alcançou 2,22%.
“O forte crescimento econômico está gerando evolução do emprego, sobretudo com carteira assinada, e da renda. As melhores condições orçamentárias do consumidor estimulam a regularização de suas pendências financeiras, incluindo as de cheques devolvidos por falta de fundos. Desta forma, há uma melhora na qualidade do cheque, que volta a ter sua inadimplência próxima aos patamares de 2005”, avaliou a Serasa Experian, por meio de nota distribuída à imprensa.
Conforme a empresa, o consumidor também pode ter privilegiado, em abril, o pagamento do cheque devolvido, por ter em seus planos novas compras parceladas para o Dia das Mães, a Copa do Mundo e o Dia dos Namorados.
“A perspectiva é de que a inadimplência com cheques no segundo semestre sofra algumas pressões, por causa do maior endividamento do consumidor e pelo crédito mais caro, decorrente do aperto monetário iniciado em abril”, antecipou.

Estados e regiões

O Amapá segue líder do ranking com o maior percentual de cheques devolvidos (10,97%), recuo em relação aos 13,95% registrados em março. O estado de São Paulo, por sua vez, se mantém na última colocação do ranking, com 1,45% de cheques devolvidos, leve queda sobre os 1,55% de março.
A classificação regional do indicador segue sem alterações em relação ao terceiro mês do ano: a Região Norte possui o maior índice de cheques devolvidos, com 4,08%, e a Região Sudeste o menor, com 1,55%. Ambos os percentuais caíram em relação a março, quando atingiram 4,63% e 1,68%, respectivamente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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