Banco Central diz que Selic em alta não impactou juros em abril

Em: 28 de maio de 2010
Os dados sobre as condições de crédito no país em abril, divulgados esta semana pelo Banco Central, ainda não sinalizam a alteração de cenário que deve ocorrer nos próximos meses, trazendo um novo ciclo de altas da taxas de juros
Os dados sobre as condições de crédito no país em abril, divulgados esta semana pelo Banco Central, ainda não sinalizam a alteração de cenário que deve ocorrer nos próximos meses, trazendo um novo ciclo de altas da taxas de juros

Os dados sobre as condições de crédito no país em abril, divulgados esta semana pelo Banco Central, ainda não sinalizam a alteração de cenário que deve ocorrer nos próximos meses, trazendo um novo ciclo de altas da taxas de juros.
Fato positivo dos dados apresentados é o crescimento do volume de recursos financiados, que com o valor de R$ 1,468 bi, alcançou 45,2% do PIB, registrando mais uma vez uma marca histórica. A expectativa é que esse processo de expansão prossiga por um longo período, o que é reforçado pelo anúncio de alguns dos maiores bancos do país.
A crise financeira internacional resultou em elevações da taxa de juros e desemprego levando a taxa de inadimplência a superar a barreira dos 8% – e só não registrou taxas maiores em função de que boa parte da expansão do crédito foi sustentada pela expansão do crédito consignado, que apresenta inadimplência muito baixa. A recuperação econômica permitiu que os consumidores melhorassem suas condições financeiras e quitassem os débitos pendentes e, atualmente, a inadimplência de pessoas físicas está em um de seus menores patamares em mais de dois anos. Esse menor risco deve amenizar, ao menos parcialmente, a elevação da taxa de juros por conta da Selic na composição da taxa de juros final.
Os prazos médios de financiamentos tem se alongado continuamente e deve ser esse o cenário por um longo período adiante. Além da expansão dos prazos de forma generalizada em função da melhoria das condições de oferta, o financiamento imobiliário – que tem baixa participação dentre as modalidades de crédito ao consumidor – tem crescido fortemente e contribuído fortemente para esse alongamento.
Em março, a média de juros ao consumidor alcançou 41,0%, o menor nível da série histórica iniciada no ano 2000 após uma rara conjugação de custo de captação de recursos (basicamente, a taxa Selic) em baixa e inadimplência sob controle (e em queda), impactando em redução do spread praticado pelas instituições financeiras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar