A Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Fecomercio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas) no mês de maio da Intenção de Compra e do Índice de Confiança do Consumidor referente ao mês junho de 2010, mostrou que dos 400 consumidores entrevistados, mais de 35% ainda não sabem o que comprar no Dia dos Namorados.
O levantamento da entidade aponta ainda que 51% manifestaram ter já decidido o que comprar, sendo que a maioria (35,9%) pretende optar por roupas. Utensílios domésticos (16,5%), vestuário (14,5%), calçados (9,5%), moveis e decorações (3,5%), material de construção (2,5%) e celular (2%) completam a lista de quem pretende dar presentes na data comemorativa este ano.
Quando indagados o quanto pretendem gastar com o presente do Dia dos Namorados, 25,2% dos entrevisados declararam pretender desembolsar até R$ 50 com o presente, sendo que a maioria (39,3%) pretende gastar entre R$ 51 e R$ 100. Observou-se ainda que 1,9% dos consumidores pretendem gastar mais R$ 700.
Última hora
O economista responsável pela pesquisa, José Fernando Pereira da Silva, disse que a disposição de ir ao varejo existe, mas salientou que o brasileiro normalmente deixa tudo para a última hora e resolve comprar somente na véspera ou até mesmo no dia do evento.
José Fernando disse ainda que o povo adquiriu a “cultura da sazonalidade”. Em janeiro se vai às lojas para comprar material escolar, maio para o presente do Dia das Mães, junho para o Dia dos Namorados e assim vai.
Ele comentou sobre o poder aquisitivo do povo amazonense. “O poder de compra do consumidor do Amazonas aumentou bastante se compararmos com o mesmo período do ano passado. As compras acima de R$ 700 alcançaram 2% enquanto em 2009 não chegaram 1%”, comparou.
Segundo o presidente da Fecomercio/AM, José Roberto Tadros, os presentes para o Dia dos Namorados em Manaus ficarão somente nas lembrancinhas, pois o poder de compra dos consumidores foi esgotado pelas festas de maio. O dirigente acrescenta que a menor intenção de compra se deve ainda à evolução dos costumes, nos últimos anos.
“Normalmente, as pessoas gastam para homenagear suas mães e ficam desprovidas para as datas seguintes. Hoje também não se comemora mais o Dia dos Namorados como antigamente, as relações entre os casais são descompromissadas. No passado, as pessoas namoravam e dessa relação surgia algo mais sério, que era o casamento. Então, o que se vê hoje são as pessoas conjugarem o verbo ‘ficar’. É um processo sociológico, e este processo se dá de uma forma que o ser humano se adapta a finalidade da norma às exigências sociais e ao bem comum”. Justificou.
O dirigente observou ainda que as pessoas estão sendo influenciadas pelos acontecimentos externos alheio ao nosso país. “Muita gente assiste ao noticiário e nele se fala muito dos problemas que estão ocorrendo em outros países, como a diminuição do poder de compra e crise na moeda. O consumidor amazonense acaba sendo influenciado por notcias que ó desestimulam a ir às compras. Essa influência soa de forma negativa na hora de decidir o que comprar, seguido da descapitalização do individuo gerado pelos gastos essenciais”, finalizou o presidente da Fecomercio/AM.







