Polo metalúrgico fatura 52,19% a mais

Em: 23 de junho de 2010
O faturamento do segmento metalúrgico do PIM (Polo Industrial de Manaus) bateu recorde no acumulado de janeiro a abril de 2010
O faturamento do segmento metalúrgico do PIM (Polo Industrial de Manaus) bateu recorde no acumulado de janeiro a abril de 2010

O faturamento do segmento metalúrgico do PIM (Polo Industrial de Manaus) bateu recorde no acumulado de janeiro a abril de 2010. De acordo com os Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus, divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), as fábricas faturaram nesse primeiro quadrimestre US$ 767.69 milhões, superando os números pré-crise de 2008 (US$ 656.43 milhões) em 16,95%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, foram 52,19% a mais (US$ 504.44 milhões). Na comparação de abril (US$ 201.58 milhões) com março (US$ 191.42), o aumento foi de 5,23%.
O polo metalúrgico é responsável por 7,14% do faturamento do PIM que, no acumulado dos quatro primeiros meses desse ano, chegou a US$ 10.3 bilhões. Em 2010, com a recuperação econômica mundial, o segmento também retomou o crescimento e aumentou em 6,6% o número de mão-de-obra ocupada, passando de 5.431 (2009) para 5.788 (2010) postos de trabalho. A média salarial teve aumento de 5,5% na comparação com 2009, quando os operários ganhavam, em média, US$ 1.277,81. Em 2010, a média salarial subiu para US$ 1.347,62. Em 2008, o setor metalúrgico empregou 227 pessoas a mais (6.015), mas pagou menos (US$ 1.341,68).
Para o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus), Athaydes Felix Mariano, a recuperação ainda é razoável, principalmente com a alta da taxa básica de juros. “Houve uma recuperação, mas com a alta da Selic, ficamos em patamares razoáveis. Há setores que estão muito fortes como os aços redondos, usados na construção civil. Outros estão em recuperação, como o polo de duas rodas e, consequentemente, as indústrias de componentes”, ponderou.

Perspectivas de aquecimento

As perspectivas para os próximos meses, segundo o presidente do Sinmen, é que o aquecimento da economia impulsione todos os segmentos metalúrgicos.
O diretor jurídico da Fermazon Ferro e Aço do Amazonas, Altevir Magalhães, informou que a empresa há pouco tempo mudou o foco do negócio do comércio para a indústria. “Os incentivos estaduais e o crescimento da construção civil nos fez apostar na indústria e tivemos faturamento 67,77% maior que no ano passado. É um setor privilegiado, enquanto a atividade comercial estava dando pouco retorno”, avaliou. Segundo a diretoria da Fermazon, o volume de produção, de janeiro a maio de 2010, foi 45% maior do que o mesmo período de 2009. A média de produção foi de 700 toneladas por mês.
Para o presidente do Sindmetal/AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas), Valdemir Santana, a indústria deve continuar empregando mais que demitindo esse ano. “As vendas em todos os setores metalúrgicos melhoraram. Hoje, por exemplo, fechei contrato com uma fabricante de bateria para celular para contratação de 180 funcionários”, contou.
Segundo o sindicalista, o grande problema nesse momento é a qualificação dos operários. “Os poderes estaduais, as entidades industriais e centrais sindicais precisam se comprometer com a qualificação do operário do Amazonas enquanto as vagas ainda estão surgindo”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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