O nível de emprego na indústria cresceu 0,5% em junho, na comparação com o mês anterior, registrando o sexto resultado positivo seguido, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em relação a igual período em 2009, houve aumento de 4,9%, a quinta alta consecutiva nesse confronto e o maior crescimento da série histórica, que teve início em janeiro de 2001.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores, já descontada a inflação, cresceu 3,3% em relação a maio, na análise dos dados com ajuste sazonal. Na comparação com igual mês em 2009, houve expansão de 8,3%. O número de horas pagas aumentou 0,3% entre junho e maio. Em relação ao mesmo mês de 2009, houve alta de 5,7% -a maior taxa desde o início da série.
O nível de emprego subiu em todos os 14 locais pesquisados em junho ante o mês anterior. As principais contribuições foram verificadas em São Paulo (3,7%), na região Nordeste (7,1%) e no Rio Grande do Sul (6,8%).
Entre os setores, houve avanço nas contratações em 14 dos 18 ramos industriais, com destaque para máquinas e equipamentos (9,5%) e produtos de metal (9,8%).
Nível pré-crise
Para o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo, o “dinamismo” da indústria brasileira nos últimos meses levou ao aumento do nível de emprego no setor. Entretanto, o economista fez uma ressalva: o emprego industrial ainda não recuperou o mesmo nível registrado no cenário pré-crise global, iniciada em 2008. “Se compararmos o nível de ocupação em junho deste ano com o registrado em setembro de 2008, o emprego industrial foi 2,5% inferior, em junho de 2010”, afirmou.
Outro ponto destacado por Macedo foi o uso de uma base de comparação baixa, referente ao ano de 2009, época em que a indústria sentiu os efeitos mais agudos da crise global. “Mas, se observarmos o índice de média móvel trimestral de junho [usado para mensurar tendências], o emprego industrial tem mostrado trajetória de recuperação desde julho de 2009”, ressalvou.
Na análise do IBGE por setores, Macedo observou que as indústrias que puxaram para cima o emprego industrial em junho estão entre as que mais sofreram com a crise global iniciada em 2008. “Estas indústrias, como as de máquinas e equipamentos, apresentaram recentemente bons desempenhos de produção industrial, e isso se refletiu no emprego”, comentou.
Sobre as perspectivas do emprego industrial para os próximos meses, o economista foi cauteloso e lembrou que o IBGE não faz previsões. “Vamos aguardar os próximos resultados da produção industrial para saber como o mercado de trabalho (na indústria) vai reagir”, afirmou.
Expansão do nível de oucupação chegou a 2,4% no 1º semestre do ano
No primeiro semestre, o emprego industrial mostrou expansão de 2,4% favorecido por taxas de crescimentos no emprego em 14 ramos pesquisados, e em todos os locais investigados pelo instituto.
Entre os setores, as maiores contribuições para o resultado positivo ficaram com os aumentos no número de pessoas trabalhando nas indústrias de alimentos e bebidas (2,0%), de calçados e couro (6,2%) e de máquinas e equipamentos (4,1%), nos primeiros seis meses do ano. Entre os locais pesquisados, São Paulo mais uma vez foi destaque, com alta de 2,3% no emprego industrial referente ao primeiro semestre deste ano.
No acumulado no primeiro semestre do ano, o crescimento no número de horas pagas na indústria foi de 3,5%. Mas em 12 meses, o número de horas pagas ainda registra recuo até junho, com queda de 1,1% até o mês de junho.
No primeiro semestre deste ano, a folha de pagamento acumula alta de 4,6%. Porém, no acumulado em 12 meses o valor da folha ainda mostra queda, de -0,1% até junho. O IBGE ressaltou, entretanto, que até maio o acumulado em 12 meses da folha de pagamento mostrava queda mais intensa, de -0,9%.
A Pimes foi iniciada em 1968 com o nome de Pesquisa Industrial Mensal – Dados Gerais. Em 1997, passou a ser denominada Pesquisa Industrial Mensal – Emprego, Salários e Valor da Produção. A partir de 2001 a pesquisa foi reformulada, deixando de levantar informações relativas ao valor da produção industrial e passando a ser denominada Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário
Emprego formal
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, informou ontem que dirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o Brasil conseguirá criar 15 milhões de empregos com carteira assinada nos oito anos de governo, com tranquilidade. Segundo ele, o objetivo do encontro de ontem, entre o presidente e todo o ministério, era procurar que os ministros trabalhem com o mesmo entusiasmo até o final do ano.







