Santinhos descartados ajudam eleitores indecisos

Em: 4 de outubro de 2010
Em meio a tanta poluição provocada pelos materiais de campanhas jogados pelos candidatos próximos aos locais de votação, foram as “colinhas de candidatos” que ajudaram os eleitores que precisavam de um papel para anotar os números
Em meio a tanta poluição provocada pelos materiais de campanhas jogados pelos candidatos próximos aos locais de votação, foram as “colinhas de candidatos” que ajudaram os eleitores que precisavam de um papel para anotar os números

Em meio a tanta poluição provocada pelos materiais de campanhas jogados pelos candidatos próximos aos locais de votação, foram as “colinhas de candidatos” que ajudaram os eleitores que precisavam de um papel para anotar os números. A oferta do pedaço de papel era enorme, porém alguns eleitores não foram influenciados pelos números já registrados na “colinha”.
Esse foi o caso de Marcelo Hiroki que apesar de mostrar que a colinha do candidato já tinha o número para deputado estadual, ele riscou e colocou o nome do candidato escolhido. “Eu consegui ali na rua e foi bom porque anotei tudo aqui”, afirmou.
Outro eleitor que aproveitou a “colinha” jogada no chão foi Hélio Anderson. Ele fez questão de dizer que não pegou o papel para votar no candidato do santinho. “Eu já vim de casa sabendo em todos os candidatos que eu ia votar. A colinha só me ajudou para não esquecer”, contou.
Já a dona de casa Rosameire Galvão não quis nem saber da “colinha” da rua e fez questão de disser que anotou tudo em casa. “Eu vi que tinha um monte deles [colinha] aí na frente da escola, mas o meu tá aqui. Já vim de casa com ele na mão”.
Galvão revela que fez a colinha consciente na escolha do candidato e que na hora de votar não adianta confiar apenas na memória. “Eu escolhi meus candidatos observando a propaganda eleitoral. Aí eu ia anotando e pensando sobre eles. No fim, eu coloquei tudo nesse papel e vim votar”, explicou, entusiasmada, a dona de casa.
De acordo com a coordenadora do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da escola Alice Salerno, zona centro-sul de Manaus, Marilia Oliveira, as pessoas utilizaram mais as “colinhas” distribuídas pelo tribunal do que as jogadas na rua próxima a seção eleitoral.
Oliveira também comentou que os eleitores ainda tiveram dúvidas sobre os locais de votação. “Muita gente não consultou o lugar no qual iria votar. Teve gente que sabia o local, mas não sabia a seção. Outra dúvida das pessoas também foi se era obrigado ou não ter o título para ir às urnas”.

Outros estados

Ainda segundo Oliveira, alguns eleitores de outros estados não puderam votar para presidente na zona por falta do requerimento do voto em trânsito. “Os que apresentaram o documento, feito no prazo estipulado pelo TRE, votaram certinho. Mas já aqueles que acharam que era só vir aqui sem ter o requerimento em mãos, infelizmente tivemos que barrar”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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