A distribuição de forças entre situação e oposição no comando dos Estados sofreu poucas alterações em relação ao cenário das eleições de 2006. As alterações mais significativas entre esses Estados foram no Rio Grande do Sul, onde o PT tira o domínio do PSDB e chega ao poder com Tarso Genro, e no Paraná, onde o tucano Beto Richa derrotou Osmar Dias (PDT), apoiado pelo PT, e recuperou terreno. São, respectivamente, o quinto e o sexto maiores colégios eleitorais.
O peso da vitória do PSDB nos dois maiores colégios eleitorais -SP e MG- equaliza a vantagem de aliados de Dilma no mapa. São Paulo segue com os tucanos, novamente com Geraldo Alckmin, mantendo a hegemonia de 16 anos administrando o Estado. Em Minas Gerais, a vitória foi de Antonio Anastasia, mas a conquista é de seu padrinho político Aécio Neves, que deixa as chaves de Minas em mãos tucanas.
O bloco de oposição ainda reforçou seu domínio na região centro-sul, com a vitória de Raimundo Colombo (DEM) em Santa Catarina e com a reeleição de André Puccinelli, da ala oposicionista do PMDB, em Mato Grosso do Sul.
O DEM, que saiu das urnas desidratado em 2006, ainda faturou uma “ilha’’ no Nordeste lulista, com Rosalba Ciarlini no RN.
No Nordeste, as eleições mostraram uma consolidação do poder do eixo PT-PSB, com a derrocada definitiva do “carlismo’’ na Bahia e a reeleição de Jaques Wagner (PT) no Estado. Pernambuco e Ceará viram seus respectivos governadores se reelegerem com folga. Tanto Eduardo Campos quanto Cid Gomes são do PSB.
O partido também conseguiu uma vitória acachapante com Renato Casagrande no Espírito Santo, com cerca de 20 pontos percentuais acima do que previam as últimas pesquisas, e pode conquistar o governo da Paraíba, com Ricardo Coutinho no segundo turno contra José Maranhão (PMDB).
Equilíbrio entre oposição e situação no País não mudará muito em 2011
Em: 4 de outubro de 2010
A distribuição de forças entre situação e oposição no comando dos Estados sofreu poucas alterações em relação ao cenário das eleições de 2006
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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