Entrada de dólar no país é a segunda maior do ano

Em: 26 de outubro de 2010
A entrada de dólares no país já alcançou em outubro o segundo maior resultado do ano, apesar das medidas anunciadas pelo governo para taxar investimentos estrangeiros no país.
A entrada de dólares no país já alcançou em outubro o segundo maior resultado do ano, apesar das medidas anunciadas pelo governo para taxar investimentos estrangeiros no país.

A entrada de dólares no país já alcançou em outubro o segundo maior resultado do ano, apesar das medidas anunciadas pelo governo para taxar investimentos estrangeiros no país.
Dados parciais do Banco Central mostram uma entrada de US$ 3.8 bilhões até a última quinta-feira.
Somente em operações financeiras, foram US$ 3.35 bilhões. Esse resultado está atrás apenas dos US$ 13.7 bilhões registrados em setembro, que foi influenciado pela capitalização da Petrobras. As compras do BC para retirar dólares do mercado somam US$ 6.3 bilhões, atrás apenas do registrado no mês anterior.
Na semana passada (dia 18), o governo anunciou que o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investimento estrangeiro em renda fixa passou para 6%. O tributo já havia subido de 2% para 4% no começo do mês. O governo também au­mentou o IOF (de 0,38% pa­ra 6%) sobre a margem de garantia para investimentos no mercado futuro para estrangeiros. Dados parciais do BC até hoje mostram que a entrada de dólares no país está sendo puxada por investimentos estrangeiros diretos, que não são tributados com IOF, e aplicações em ações, cuja alíquota foi mantida em 2%. O investimento direto so­ma US$ 4.5 bilhões e deve terminar o mês em US$ 5 bilhões, segundo previsão do BC. Com isso, o acumulado no ano já chega a US$ 27 bilhões, próximo da previsão para todo o ano de 2010 (US$ 30 bilhões). Esses investimentos serão mais que suficientes para financiar o deficit previsto pelo BC nas transações com o exterior em outubro, de US$ 3.8 bilhões.
As aplicações em ações no país em outubro somam US$ 4.3 bilhões, bem acima do US$ 1.7 bilhão verificado na renda fixa, cuja alíquota de IOF subiu para 6%. Em setembro, o destaque foi a aplicação de US$ 8.2 bilhões em ações no país, por conta da oferta de ações da Petrobras. Boa parte do dinheiro veio da venda de ADRs (papéis para aplicações em ações de empresas brasileiras no exterior), que somou US$ 3.8 bilhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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