Demanda por embalagens aquece polo gráfico

Em: 28 de outubro de 2010
Considerada como o termômetro do crescimento industrial, a fabricação de embalagens poderá crescer e fazer com que o setor gráfico feche o ano com um faturamento 25% superior ao registrado em 2009
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Considerada como o termômetro do crescimento industrial, a fabricação de embalagens poderá crescer e fazer com que o setor gráfico feche o ano com um faturamento 25% superior ao registrado em 2009

Considerada como o termômetro do crescimento industrial, a fabricação de embalagens poderá crescer e fazer com que o setor gráfico feche o ano com um faturamento 25% superior ao registrado em 2009. Esta é a estimativa do presidente do Sindigraf/AM (Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Amazonas), Roberto de Lima Caminha. Segundo ele, as indústrias poderão usar mais de 110 mil toneladas de papel até dezembro.
“O setor está pegando fogo. Tivemos a Copa do Mundo, as eleições e vamos entrar agora no Natal com uma produção aquecida. Haverá um crescimento para embalagens de televisão, blu-ray, monitores de LCD [Tela de Cristal Líquido] e DVD”, comemorou Caminha.
Sem revelar números de produção, o gerente comercial da Imanam (Indústria de Manuais da Amazônia), Paulo Chaves, também afirma que a fábrica deverá receber pedidos a mais do que foi esperado. “A nossa previsão de crescimento é feita com base no que os clientes vão produzir. Eles planejam que os pedidos para a Imanam cresçam entre 15% a 20%.”, explicou.
A empresa possui uma carteira de 25 clientes e confeccionam embalagens em papel micro-ondulado e cartão para máquinas fotográficas, celulares, receptores de satélite, secador de cabelo e placas de computador. “Hoje operamos apenas com 40% da capacidade instalada de produção. A nossa linha de produção ainda é recente. Começamos em fevereiro deste ano e devemos alcançar a meta até março”, informou Chaves.
Mas para o gerente de produção da gráfica ampla, Robert Wagner, as vendas de embalagens não cresceram e nem diminuíram até o momento. “Trabalhamos com a produção de embalagens há dois anos. A nossa média de produção é de um milhão de embalagens ao mês. Esse número por enquanto se mantém estável”, complementou.

Falta competição

Apesar do crescimento das empresas do setor apontado pelo Sindigraf, o mercado local ainda possui poucas empresas que oferecem a produção de embalagens. Segundo Cálculos de Caminha, Manaus possui cerca de seis empresas que disponibilizam este tipo de produto para as fábricas e lojas da cidade.
Na visão do gerente geral da fábrica Novodisc, Imad Redá, as empresas gráficas que fornecem embalagens de papel para o mercado possuem um preço tabelado e pouco competitivo entre si.
“O que eu observo é um monopólio criado por essas empresas. Em outras cidades há concorrência entre as gráficas, o que propicia um preço bem mais barato. Infelizmente, sai muito caro comprar embalagens de outro lugar por causa do frete”, lamentou Redá.
Atualmente, todas as embalagens de papelão usadas na Novodisc são compradas em Manaus. A fábrica já sinalizou que deverá utilizar 40 mil embalagens por mês até o fim do ano, durante o período de baixa produção este consumo cai para 25 mil ao mês.
Segundo indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o setor editorial gráfico acumula um faturamento de US$ 23.68 milhões até agosto (alta de 39,9%) e emprega 676 pessoas.
Dados da Abre (Associação Brasileira de Embalagem), apontam que a produção física de embalagem cresceu no país cerca de 16% no primeiro semestre de 2010, em relação a igual período de 2009.
Para este ano, a previsão é de crescimento superior a 10%. Em valor, estima-se que os fabricantes nacionais de embalagem deverão produzir o equivalente a R$ 40 bilhões em 2010. A produção das fábricas teve no segundo trimestre de 2010 um volume 6% superior ao realizado no segundo trimestre de 2008, período imediatamente anterior à crise.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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