No próximo dia 10, a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, deverá participar de uma reunião na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas para tratar de assuntos referentes à reconstrução e refinanciamento da dívida do Shopping Cecomiz.
A superintendente foi convidada pela Comissão Especial da ALE, constituída pelos deputados estaduais Marcos Rotta (PMDB), Sinésio Campos (PT), Luiz Castro (PPS), Francisco Souza (PSC) e Adjuto Afonso (PP), para discutir as propostas que deverão ser apresentadas pela Alomiz (Associação dos Lojistas do Cecomiz) à autarquia, com o objetivo de negociar o início da reconstrução do bloco B do shopping — destruído por um sinistro há mais de um ano — e refinanciar a dívida com a Suframa, que hoje é de R$ 1,8 milhão.
“Todos sabemos que essa dívida de R$ 1,8 milhão é impagável. A proposta dos lojistas é reduzir o débito para R$ 800 mil e parcelar em até quatro anos.
Na reunião vamos apresentar essa proposta à Suframa e acreditamos que a doutora Flávia Grosso, com a sensibilidade que lhe é peculiar, irá acatá-la dentro dos limites legais que a autarquia possui”, afirmou o deputado Marcos Rotta, presidente da Comissão Especial.
Segundo informações da lojista Daniela Lopes, no último dia 27, a proposta de R$ 800 mil já foi aceita pela autarquia, no entanto, a negociação deverá ser averbada somente no dia 17 deste mês, quando será realizada uma nova reunião, desta vez entre empresários do shopping e Suframa, na sede do órgão.
Reconstrução do Cecomiz
Além do refinanciamento da dívida, também serão apresentadas à Suframa propostas de reconstrução da parte incendiada do shopping. Na manhã de hoje (4), em reunião na ALE, pelo menos 20 lojistas do Cecomiz expuseram todos os problemas que são enfrentados hoje com o funcionamento parcial do shopping.
“Nós lojistas da parte queimada estamos sem trabalhar há mais de um ano. Isso não é justo. Nossa ideia é pagar a dívida desde que a Suframa nos dê um posicionamento quanto à reconstrução do bloco B sinistrado”, afirmou o presidente da Alomiz, Demétrio Lopes.
Na avaliação de Rotta, duas propostas para esse problema deverão ser apresentadas: a primeira seria a reconstrução pela própria autarquia, com o dinheiro do seguro do sinistro; e a segunda seria por meio de uma parceria pública-privada, que já isso está em discussão.
Acredito que as duas propostas são interessantes, mas as negociações têm de atender ambas as partes. Se a escolha for por uma parceria público-privada, o contrato deverá ser bem esclarecedor, para evitar futuros problemas”, alertou Rotta.







