A corrente de comércio exterior do Amazonas registrou queda de 10,4% entre setembro e outubro. A soma das importações e exportações do Estado fechou em US$ 1.12 bilhão, contra US$ 1.25 bilhão. É o terceiro menor valor obtido em comparação aos últimos três meses. Em agosto, a corrente comercial chegou a US$ 1.26 bilhão. Os dados foram obtidos através da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Mdic (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
A retração é reflexo da baixa de 11,57% nas importações, de US$ 1.17 bilhão para US$ 1.03 bilhão. Na avaliação do presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o desempenho das importações não é preocupante. “Temos que avaliar que tanto as exportações quanto as importações sofrem períodos cíclicos de mudança”, assinalou.
No acumulado até outubro, contudo, a compra de manufaturados estrangeiros saltou 67,5%, de US$ 5.57 bilhões (2009) para US$ 9.33 bilhões (2010). De janeiro a outubro, a China vendeu para o Amazonas US$ 3.1 bilhões e a Coreia do Sul US$ 1.61 bilhão, o que coloca estes países como os dois maiores centros de compras, tanto para o parque industrial quanto para o comércio amazonense. Entre os itens que entraram no Estado vindos de fora do Brasil estão os componentes para montagem de televisores (US$ 2.23 bilhões) e telas em LCD (display de cristal líquido), com US$ 335.14 milhões.
De acordo com o titular da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), Marcelo Lima, a tendência natural para os próximos três anos é que as importações de LCD no Amazonas diminuam, visto que as fábricas estão começando a produzir as telas com a ajuda de incentivos do governo.
“Temos seis projetos para a produção de LCD em Manaus, porém apenas um ainda não foi avaliado pelo Codam [Conselho Administrativo do Estado do Amazonas]. Eles empregarão 18.020 pessoas com investimento de R$ 1,53 bilhão. A previsão para 2011 é que sejam fabricadas 7.702 unidades. É um número bem expressivo”, asseverou.
Mais exportações
Em contrapartida, as exportações obtiveram acréscimo de 3,6% (US$ 90.78 milhões) em relação a setembro (US$ 87.64 milhões). Frente aos demais meses do ano, julho foi o melhor período para as vendas externas do Amazonas, com US$ 112.19 milhões.
A Nokia do Brasil é a primeira na lista de empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) que mais exportaram este ano. A finlandesa foi responsável pela movimentação de US$ 306.35 milhões. A cifra é equivalente a 33,48% do acumulado de janeiro a outubro das exportações (US$ 940.93 milhões). O segundo e terceiro lugares, respectivamente, ficaram para a fábrica de bebidas Recofarma (US$ 123.7 milhões – participação de 13,15%) e a japonesa Moto Honda com US$ 83.55 milhões (8,88%).
Os celulares mantém-se como os principais produtos com o selo do PIM que vão para outros mercados ao longo dos dez meses de 2010. No total, foram vendidos para fora 306.79 milhões. As preparações pesaram 13,69% no total de exportações amazonense com US$ 128.81 milhões e motocicletas de 125 cilindradas (US$ 71.92 milhões).
Também no acumulado do ano, os países do Mercosul já ocupam a fatia de 40,21% (US$ 378.35 milhões) dos principais destinos dos produtos do Amazonas. Deste total, cerca de US$ 329.76 milhões são da Argentina e US$ 89.21 milhões foram do país associado ao bloco, a Colômbia. Os dois estão com participação de 35,05% e 9,48%, ficando em primeiro e segundo lugar nesta ordem.







