Saldo de empregos do Amazonas avança 0,88% em outubro

Em: 22 de novembro de 2010
Em outubro, o Amazonas deu um salto na geração de empregos com carteira assinada, segundo o relatório do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado pelo MTE
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Em outubro, o Amazonas deu um salto na geração de empregos com carteira assinada, segundo o relatório do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado pelo MTE

Em outubro, o Amazonas deu um salto na geração de empregos com carteira assinada, segundo o relatório do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O Estado teve em setembro 2.974 novos postos de trabalho e, no mês seguinte, passou para 3.389 empregos criados, o que representou uma variação de 0,88%. A indústria foi um dos setores que mais contribuíram para o bom desempenho do Estado, com 1.612 trabalhadores contratados. No mês anterior, este o saldo foi de 1.156 (+ 1,38%).
De acordo com o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, nem todas as indústrias encerraram o período de contratação de mão de obra temporária. “Há uma boa perspectiva para 2011. A indústria nacional deverá crescer 7% e a do Amazonas mais que a média do Brasil. Com o crescimento, uma boa parte da mão de obra será efetivada’’, estimou.
Dentre os segmentos industriais que demandaram maior número de empregos no período de outubro, as empresas de eletroeletrônico se destacaram. Um pouco mais de 1.300 postos foram criados, um aumento de 4,17% na comparação com setembro. No acumulado do ano, os setor já contratou mais de 6.000 trabalhadores, um acréscimo de 23,82% no balanço anual. Porém, ao mesmo passo que efetiva, também é o que mais demitiu – com 9.485 desempregados de janeiro a outubro.
Na análise dos primeiros dez meses do ano, a indústria contratou 46.519 pessoas e desligou 34.907, ficando com um saldo de 11.612 trabalhadores, o que puxou para 10,94% acima do desempenho de 2009.

Recuperação no comércio

Outra área com saldo positivo foi o comércio. Com um saldo de 143 postos de trabalho em setembro, saltou para 728 em outubro. O vice-presidente da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Raul Andrade, sinaliza boas notícias para os que foram absorvidos como mão de obra temporária para o final de 2010. “A estimativa é que de 20% a 30% dos temporários sejam efetivados para o próximo ano”, revelou.
Das nove áreas pesquisadas pelo Caged, apenas a construção civil registrou queda em outubro. No total, 1.643 foram admitidos, ao mesmo tempo em que quase 2.000 foram mandados embora. Com isso, houve uma queda de 1,02% na variação de emprego frente a setembro. No geral, entre 2009 e 2010, a construção civil foi também a que menos cresceu na oferta de postos de trabalho, só 396 postos, representando 1,47% de variação nos 12 meses.
O Amazonas está com um crescimento abaixo da variação nacional, 5,78% contra 7,29%. Os dez primeiros meses de 2010 investigados pelo MTE, houve acréscimo de 26.590 postos, tangido 7,38% a mais. Os valores equivalem ao segundo melhor desempenho de carteiras assinadas, ficando atrás apenas de 2008, com 26.002 postos. O saldo amazonense também e o segundo melhor da região Norte, superado pelo Pará, onde foram alcançados quase 38 mil postos.

País cria 205 mil postos com carteira assinada

A criação de empregos com carteira assinada no país teve saldo positivo de quase 205 mil vagas formais em outubro, conforme o MTE. Com o resultado, o país acumula no ano criação de 2,4 milhões de vagas, recorde da série histórica do Caged.
O resultado também se aproximou da meta do governo, que é a geração de 2,5 milhões de postos de trabalho formais no ano. Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, esse alvo será atingido “com segurança’’. “Acreditamos que as demissões foram distribuídas pelo ano, reduzindo a pressão sobre dezembro.’’
Ele lembrou que, no ano passado, houve perda de mais de 400 mil vagas no último mês do ano, período em que, sazonalmente, as demissões superam as contratações.
Se cumprida a meta, o governo espera encerrar o ano com alta de cerca de 8% na geração de vagas em relação ao ano passado. O Ministério do Trabalho ainda ressaltou que, somados os oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o saldo de vagas com carteira assinada se aproxima de 15 milhões.
Para o próximo ano, Lupi afirmou esperar um saldo de geração de 3 milhões de empregos com carteira assinada.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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