O Boletim Regional do Banco Central divulgado ontem mostra que as regiões Norte, Nordeste e Sul do país foram as que menos cresceram nos três meses encerrados em novembro e as que verificam maior descompasso entre crescimento da oferta e demanda. São, por isso, aquelas que registram as maiores taxas de inflação.
No Sudeste e Centro-Oeste, por outro lado, houve uma retomada do crescimento econômico, depois dos meses de crise de 2009. O resultado foi puxado principalmente pela indústria e pelo setor agropecuário que se beneficia do aumento no preço das commodities.
Na região Norte, os dados do Banco Central mostram queda de 0,4% no ritmo da atividade econômica no trimestre encerrado em novembro, em relação aos três meses anteriores, quando houve queda de 0,6%.
A região Sul do país cresceu 0,3%, percentual abaixo do 1,1% registrado no trimestre anterior. No Nordeste, 1%, ante 0,8% no período encerrado três meses antes.
Sudeste e Centro-Oeste tiveram recuperação no período. O primeiro, de 0,9% para 1,4%. O segundo, de 0,3% para 1,4%.
Menos crédito
O Banco Central também divulgou ontem novos números, relativos até dia 26 de janeiro, que mostram juros mais altos no crédito à pessoa física e queda no volume de concessões.
Os juros do crédito pessoal ficaram acima de 49% na maior parte do mês de janeiro, acima da média de 44% verificada em dezembro do ano passado.
Para veículos, subiram para 23% ao ano nos bancos de montadoras e 28% nas demais instituições.
As concessões de crédito caíram e estão abaixo do verificado no mês de dezembro, apesar de apresentarem recuperação nos últimas duas semanas de pesquisa no mês passado.







