Conseguir um emprego em fevereiro deve ser fácil este ano em comparação ao ano passado, acreditam com otimismo 40,7% dos manauenses ouvidos na pesquisa da Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) sobre a confiança do consumidor para o mês e as expectativas da economia local. Em contraponto, os entrevistados pouco convictos na conquista de um novo emprego chegam a 24%. Eles apostam que vai ser pouco ou muito mais difícil garantir uma vaga no período. Já os que não acreditam em significativa diferença na comparação com 2010, ficam em 35%.
Para o assessor econômico da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Fernando da Silva, “a pesquisa revela a visão confiante dos consumidores na economia do Estado, o que se justifica com os empregos gerados, a exemplo, para as obras de infraestrutura na cidade de Manaus, eleita como subsede da Copa 2014”.
A Personal Recursos Humanos, que indica funcionários para 15 empresas na cidade, já sente o crescimento com a demanda de 60 profissionais no mês de janeiro. Em dezembro, 40 pessoas procuraram uma colocação no mercado local por intermédio da empresa, de acordo com a recrutadora Andreza Janine da Costa.
Mesma situação
O otimismo na empregabilidade entre os 400 entrevistados diminui quando consideradas as oportunidades para os próximos três meses. Cai para 27%. A percepção de que a situação deve se manter como no último ano eleva para quase 50%. O percentual dos que acreditam em ser pouco ou muito mais difícil se recolocar no mercado de trabalho em fevereiro, março e abril, fica quase estável com 23%.
“Durante o fim do ano, houve acréscimo na quantidade de empregos. Mas, em janeiro, os contratados são desligados, combinando com o momento em que as indústrias trabalham com os estoques, o comércio deixa os trabalhadores temporários e acontecem as trocas de professores em escolas”, explicou o superintendente regional do MTE (Ministério de Trabalho e Emprego), Alcino Vieira dos Santos. A previsão do dirigente é que a demanda no mercado de trabalho volte a crescer, assim que tenha passado o período de férias e quando minimizarem os reflexos de insegurança no governo, própria do período das eleições.
Os entrevistados na pesquisa do Ifpeam têm, em 42%, renda familiar mensal entre um e dois salários mínimos (R$ 511 a R$ 1.020). A fatia dos que ganham entre dois e quatro salários (R$ 1.021 a R$ 2.040) corresponde a praticamente 29%.
Sobre a abordagem da pesquisa na confiança em geração de empregos pela Fecomércio/AM, Silva fala do efeito da fonte de renda. “A oferta e empregos em elevação, aumenta a massa salarial, em consequência, aumenta o consumo e o comércio se beneficia”, encerrou.






