A Caixa Econômica Federal bateu o recorde de contratos de habitação no ano passado, totalizando 15.472 operações no Amazonas. Ao valor de R$ 787 milhões em financiamentos, mais de 40 mil pessoas foram beneficiadas.
As linhas de crédito com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) alcançaram mais de R$ 506 milhões, com 7.360 contratações no ano passado. Para as operações do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), o volume financiado pelo banco foi de R$ 239,3 milhões, beneficiando 3.182 famílias.
A superintendente regional, Noemia Jacob, avalia que os números são resultado do sucesso do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’ e adianta que a meta do banco oficial é chegar ao valor de R$ 1 bilhão em aplicação habitacional no Estado. “Não é uma meta audaciosa. Até porque, neste ano, tudo está acontecendo muito rápido. A análise de cadastro e financiamento estão saindo com mais agilidade”, informou Noemia.
Em 2008, antes do programa, foram financiados no Amazonas 1.362 contratos, no valor de R$ 113.859 milhões. Em 2009, esses números foram alavancados, chegando a 4.119 contratos, no valor de R$ 259 milhões.
Resultado no país
O programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal, gerido pelo Ministério das Cidades e operacionalizado pela Caixa Econômica, destina-se a famílias com renda bruta de até R$ 1.395. Os imóveis são adquiridos por venda com parcelamento. As famílias vão ocupar casas de dois quartos com 32 metros quadrados, e apartamentos com o mesmo número de dormitórios e área de 37 metros quadrados.
No país, o total de operações dentro do programa habitacional atingiu R$ 51,31 bilhões desde o seu lançamento, em 2009. O valor é referente à contratação de 1 milhão de unidades e inclui subsídios e financiamentos, segundo informou na sexta-feira, 11, Jorge Hereda, vice-presidente de governo da CEF (Caixa Econômica Federal). Apenas em 2010, foram destinados R$ 37,4 bilhões ao programa, beneficiando 639.983 famílias.
Banco capta R$ 103,8 mi com poupança
A Caixa no Amazonas liderou o mercado de poupança, alcançando a captação líquida de R$ 103,8 milhões em 2010. O volume supera em 54% o de 2009, quando o banco obteve R$ 67 milhões de captação líquida na região. Com o resultado, a instituição alcança o saldo de R$ 1,065 bilhão em poupança no Amazonas, com 385 mil contas.
O banco estatal conta com uma rede de 224 pontos de atendimento no Amazonas. São 42 unidades próprias, entre agências e postos, e 183 correspondentes, sendo 115 lotéricos.
De acordo com Noemia Jacob, o banco pretende abrir, somente neste ano, cerca de 11 novas agências, sendo seis no interior do Estado. “A nossa rede no Amazonas ainda é pequena. Por isso, uma de nossas metas é ampliar a participação. Recentemente inauguramos uma agência em Maués [a 260 km de Manaus] e outra em Tefé [a 525 km]”, disse.
Ela também salienta o sucesso da agência-barco, inaugurada no final de dezembro, que tem como objetivo fornecer atendimento à comunidade ribeirinha que vive no Rio Solimões, no trecho Manaus-Coari, compreendendo, no trajeto, os municípios de Iranduba [a 34 km], Manaquiri [a 60 km], Manacapuru [68 km], Anamã [a 168 km], Beruri [a 170 km], Anori [a 200 km] e Codajás [a 237 km]. “A demanda foi muito grande, especialmente de empréstimo para microempreendedor, seguro-desemprego e programas sociais”, finalizou a superintendente da Caixa Econômica.







