O ano de 2011 começou em grande alvoroço, trazendo dados positivos para alguns setores do comércio e da indústria amazonense, mas nem mesmo estes ‘bons ventos’ impediram um aumento na extinção de empresas do Estado.
Em fevereiro, apesar de terem sido realizadas 550 novas constituições de negócios, alta de 23,87% ante o segundo mês de 2010 (444), o número de fechamentos foi 88,88% mais elevado, passando de 66 para 124, de acordo com dados da Jucea (Junta Comercial do Amazonas).
A média de extinções para fevereiro deveria estar na faixa de 82 empresas para se igualar ao saldo de 2010, quando o país retomava fôlego depois da crise. No entanto, os dados estão 38,87% abaixo dos apresentados.
O empresariado amazonense foi responsável pela geração de 362 estabelecimentos, 65,82% do resultado de fevereiro, contudo, foi o autor da eliminação de 101 empresas, o que corresponde a 81,45% do total extinto.
Em confronto ao ano anterior, que contou com 315 constituições e 54 extinções no segundo mês do ano, houve uma expansão tanto na quantia de negócios gerados (14,92%) quanto de abolidos (87,04%).
Para a economista e consultora empresarial da Advolorem Consultoria, Suzana Sausmikat, há necessidade dos órgãos públicos verificarem a origem e os segmentos que compõem estes algarismos, para especificar se é um problema pontual, específico do setor. “Mas, sem dúvida, é um dado negativo para a região”, destacou.
Entretanto, já dizia o ditado, “se a vida te dá ovos, faça uma gemada”. Por isso, quem tem aproveitado as oportunidades são as microempresas e, principalmente, os empreendedores individuais.
A subgerente do setor de atendimento individual do Sebrae/AM (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Amazonas), Ana Paula Rodrigues, fala que a tentativa de guardar recursos para a aposentadoria tem incentivado muitos autônomos a se formalizarem.
Com faturamento de R$ 36 mil ao ano, ou R$ 3.000 por mês, eles passaram a assumir a nomenclatura de EI (empreendedor individual). Segundo Ana Paula, a capacitação foi iniciada em fevereiro do ano passado e, mesmo assim, já foram contabilizados 9.000 empreendedores.
De acordo com a gerente da Unidade de Acesso Financeiro da Agência, Lamisse Cavalcante, vários agentes financeiros atuam junto ao Sebrae para facilitar o acesso destes clientes ao crédito, como Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), Banco da Amazônia, BB (Banco do Brasil) e Caixa Econômica.
Lamisse diz que os dois últimos disponibilizam até R$ 1.000 para empreendedores individuais, enquanto a Afeam cede até R$ 3.000. Já os microempresários recebem montante superior a R$ 5.000, com linha de crédito que depende do avalista.
No caso do Banco da Amazônia, devido à parceira com o Sebrae, o volume de recursos para os setores nos dois meses de 2011 já cresceu 40% em comparação ao que foi destinado no ano passado.
Além disso, neste ano a agência de fomento já aplicou R$ 660 mil para linhas de financiamento das microempresas e dos EI somente na capital. A estimativa, segundo Lamisse, é que esta quantia dobre a partir de abril, em virtude do início das ações no interior do Estado.
Segundo o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, que luta para aprovar o Shopping Popular, é provável que após a conclusão do projeto, aumente ainda mais os dígitos de EI no Amazonas. “A ideia do país é ampliar o número de empreendedores individuais para 10 milhões. A formalização permite um aumento na contribuição e, consequentemente, na economia nacional”, concluiu.
Número de empresas fechadas aumenta 88,88% no Amazonas
Em: 21 de março de 2011
O ano de 2011 começou em grande alvoroço, trazendo dados positivos para alguns setores do comércio e da indústria amazonense, mas nem mesmo estes ‘bons ventos’ impediram um aumento na extinção de empresas do Estado
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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