Importações desaceleram, mas mantêm alta

Em: 10 de maio de 2011
O Amazonas sofreu uma pequena redução no número de produtos importados em abril, em relação ao mês passado
O Amazonas sofreu uma pequena redução no número de produtos importados em abril, em relação ao mês passado

O Amazonas sofreu uma pequena redução no número de produtos importados em abril, em relação ao mês passado. Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) apontam que, no mês, os gastos com importação foram de US$ 990.92 milhões. Em março os gastos chegaram à marca de US$ 1.013 bilhão, o que significa uma redução de 2,26%.
O gerente do CIN/Fieam (Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Marcelo Lima, acredita que essa desaceleração, embora pequena, já sinalize uma consequência do ‘Efeito Japão’. “Acredito que essa seja uma varíavel. Pode ser que a crise no Japão já comece a refletir nos números da indústria. Outra variável seria uma redução de demanda sazonal, normal para o período”, arriscou.
No entanto, o valor empregado na aquisição de produtos e insumos vindos do exterior continua crescendo. No comparativo com abril do ano passado, foi registrado um crescimento de 17,03%, quando foram gastos US$ 822.098 milhões.
Isso significa que esse ano foram gastos US$ 168.830 milhões a mais que em abril de 2010. O acumulado dos quatro primeiros meses do ano também obteve um crescimento percentual de 21,2% com US$ 3.813 bilhões em relação aos US$ 3 bilhões do mesmo período do ano passado.

Revisão de PPB

Esse crescimento quase permanente das importações se deve, segundo o presidente da Aficam (Associação dos Fabricantes de Componentes da Amazônia), Cristóvão Marques, à prática do PIM (Polo Industrial de Manaus) de continuar importando componentes de países como China e Japão ao invés de comprar o que é produzido no próprio Estado. “A importação ainda é muito grande. É preciso uma revisão das regras do PPB [Processo Produtivo Básico] para que essa situação se modifique”, criticou.
A importação vem crescendo no Amazonas desde o início deste ano. Começou em janeiro com US$ 866.720 milhões, subiu para US$ 942.350 milhões, saltou para US$ 1.01 bilhão e só agora retraiu para os atuais US$ 990.929 milhões.
No acumulado dos últimos quatro meses, entre os insumos que se destacaram obtendo o maior número de importação estão os utilizados na montagem de aparelhos receptores de rádio e televisão (US$ 781.67 milhões), o que representa US$ 138.62 milhões a mais do total gasto no acumulado até abril do ano passado.
Em segundo lugar, aparecem as peças para montagem de motocicletas (US$ 138.772 milhões), seguidas dos circuitos integrados (US$ 122.451 milhões) e da importação de óleo diesel (US$ 121.763 milhões). Todos esses insumos tiveram um crescimento se comparados com o que foi empregado em importação no ano passado.
Entre os países de onde o Amazonas mais importou insumos, entre janeiro e abril de 2011, estão a China (US$1.26 bilhão), a Coreia do Sul (US$ 579.21 milhões) e o Japão (US$ 465.03 milhões).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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