Grupo discute medidas compensatórias

Em: 12 de maio de 2011
Prefeitos e secretários de meio ambiente de nove municípios do Amazonas formaram um grupo de trabalho para discutir e encaminhar propostas de medidas ambientais compensatórias para a construção do Linhão de Tucuruí
Prefeitos e secretários de meio ambiente de nove municípios do Amazonas formaram um grupo de trabalho para discutir e encaminhar propostas de medidas ambientais compensatórias para a construção do Linhão de Tucuruí

Prefeitos e secretários de meio ambiente de nove municípios do Amazonas formaram um grupo de trabalho para discutir e encaminhar propostas de medidas ambientais compensatórias para a construção do Linhão de Tucuruí. Em encontro com o vice-governador do Amazonas, José Melo, esta semana, representantes destes municípios, de órgãos públicos e da iniciativa privada discutiram a implantação do novo sistema de transmissão de energia. No encontro, foi discutido, ainda, o uso da nova estrutura para facilitar a oferta de internet. Durante a reunião, foram apresentados e discutidos os detalhes da implantação do Linhão de Tucuruí, cujas obras iniciaram há dois meses. O empreendimento, que integrará o Amazonas e o Amapá ao SIN (Sistema Interligado Nacional), está inserido no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do governo federal para substituir a matriz energética estadual, e tem previsão de conclusão para o segundo semestre de 2012.
Balanço da concessionária que está construindo o Linhão, a Manaus Transmissora de Energia S/A – composta pela Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Chesf e a espanhola Abengoa –, aponta que, até o momento, foram gerados 2,2 mil empregos na implementação das linhas e subestações, sendo 1.035 somente no Amazonas. A estimativa da SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) é de que sejam criados, até o próximo ano, dez mil empregos diretos. “Além da geração de emprego e renda, nossa preocupação é que a construção do Linhão siga a política sustentável mantida no Estado”, afirmou a titular da SDS, Nádia Ferreira, ao analisar as características e o cronograma do projeto. As obras de engenharia já foram iniciadas nos municípios Rio Preto da Eva e Itacoatiara, restando Urucará, Silves, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Nhamundá e Manaus, além de Parintins, cuja inclusão no traçado do empreendimento ainda está em discussão. Após discussões a respeito do impacto ambiental e retorno econômico para as cidades e comunidades por onde passará o traçado do Linhão, lideranças dos municípios amazonenses envolvidos decidiram pela criação de um grupo de trabalho. “Os prefeitos e secretários de meio ambiente vão se unir, a partir deste mês, para encaminhar propostas de ações compensatórias ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), que é a entidade ambiental licenciadora da obra”, acrescentou Nádia Ferreira. Para o vice-governador José Melo, a oferta de energia do Linhão deverá garantir a expansão de investimentos de empresas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus) e ampliar o desenvolvimento industrial do Estado. Segundo ele, a integração do Amazonas aos parques energéticos do restante do país também poderá representar a atração de novas indústrias. “O Amazonas é o Estado que mais cresce no Brasil. Com o Linhão teremos energia limpa e segura para poder sonhar com novos polos, como o gás-químico”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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