Juro alto e crescimento baixo reduzem procura por crédito, aponta Serasa

Em: 17 de maio de 2011
A quantidade de empresas que procuraram crédito caiu 5,1% na comparação de abril com março, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito
A quantidade de empresas que procuraram crédito caiu 5,1% na comparação de abril com março, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito

A quantidade de empresas que procuraram crédito caiu 5,1% na comparação de abril com março, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve recuo de 5,3% na quantidade de empresas que buscaram crédito em abril de 2011.
Estes resultados, avaliam os economistas da empresa de análise de crédito, demonstram que a demanda abriu o segundo trimestre do ano em declínio. “De fato, o crescimento acumulado em 2011 passou de uma alta de 1,6%, em março, para -0,2%, em abril. As sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no encarecimento do custo do crédito, e as perspectivas de desaceleração do ritmo de crescimento econômico estão levando as empresas a ajustar suas demandas por crédito”, observaram, no texto da pesquisa.

Micro e pequenos

O recuo da procura por crédito em abril foi determinado pela redução de 5,6% registrada pelas micro e pequenas empresas, tanto na comparação contra março, quanto em relação ao mesmo mês do ano passado. “Como as micro e pequenas empresas praticamente possuem acesso a recursos via rede bancária doméstica, os juros mais elevados tendem a produzir impactos mais significativos sobre a procura por crédito desse segmento”, reforçam os economistas.
Já entre as médias e as grandes empresas, as demandas por crédito ainda registraram expansões em abril de 2,2% (mensal) e 4,1% (12 meses).
Todas as regiões do país exibiram recuo no primeiro mês do segundo trimestre. A maior ocorreu no Centro-Oeste (-8,6%) seguida pelo Norte (-7,6%). A menor coube ao Nordeste (-3,3%).
O comércio (-6%), puxaram o recuo da demanda em abril. Em seguida, vieram serviços (-4,7% frente a março) e, por último, a indústria (-2,2%). No acumulado do ano só o setor de serviços, menos impactado pela concorrência internacional e pela alta dos juros internos, está com crescimento (+2%). Indústria (-1,1%) e comércio (-1,5%) já exibem recuos comparação com o primeiro quadrimestre de 2010.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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