A queda de 46,3% na produção de bebidas, em conjunto com o setor alimentício, foi apontada como a principal responsável por ‘puxar para baixo’ o índice de produção no Amazonas no mês de março, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar disso, o faturamento do setor se mantém crescente desde o início do ano.
De acordo com os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), no primeiro trimestre, o setor de bebidas já havia faturado US$ 51.613 milhões, 13,9% a mais do que em igual período de 2010, quando o saldo das vendas do segmento industrial foi de US$ 45.316 milhões. Esse é o melhor faturamento alcançado no primeiro trimestre desde 2006, quando a autarquia federal iniciou o registro dos indicadores.
O coordenador de informações do IBGE, Adjalma Nogueira, disse que a contradição entre queda na produção e alta no faturamento é simples de explicar. Segundo ele, o índice negativo divulgado pelo órgão de pesquisa, é um ‘ajuntamento’ da produção de concentrados para a preparação de bebidas, das bebidas em si – alcoólicas e não alcoólicas – e ainda dos produtos do setor alimentício. “É impossível indicar qual subgrupo encabeçou a retração”, assinalou.
Processo produtivo
O gerente geral da Recofarma, Jório Veiga admite que houve uma pequena desaceleração no processo produtivo do segmento. O dirigente da fábrica, que produz concentrados do Grupo Coca-Cola, aponta o período de chuvas, a redução na exportação –especialmente para a Venezuela– e a acomodação de estoque como as três razões para o atual resultado do setor.
Veiga ressalta, contudo, que isso não significa prejuízo para as indústrias do segmento. “É importante não confundir os números. Queda na produção não é o mesmo que queda nas vendas. Afinal, se fosse assim seria impossível apresentarmos bons resultados no faturamento”, destacou. Veiga salienta que aposta em cifras maiores com a chegada do verão, fator que geralmente alavanca as vendas.
Adjalma Nogueira enfatizou que a atividade de produção tanto de concentrados quanto de bebidas no Amazonas não é decepcionante. “Esse número negativo é circunstancial. O primeiro trimestre foi fraco, em razão da sazonalidade do período, mas é preciso esperar para analisarmos com maior profundidade”, ressaltou o coordenador regional do IBGE.
Ele lembra ainda que nos últimos 12 meses, com exceção de outubro e novembro, todos os outros meses apresentaram bom desempenho para a produção da manufatura amazonense.






