Com um saldo de 4.346 empregos celetistas no mês de abril, o Amazonas obteve uma expansão de 1,07% em confronto ao estoque de assalariados com carteira assinada de fevereiro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), intermediados pelo MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego).
Embora represente uma parcela de apenas 1,60% do total de vagas criadas no país (272.225), o Estado, assim como o Rio de Janeiro, foi um dos que registrou valores recordes dentre as unidades de Federação. A melhor performance anterior já iria fazer aniversário de seis anos. Em abril de 2005, a região anotou 3.736 vagas.
O desempenho do Amazonas lhe tributou o melhor resultado da região Norte, de acordo com a síntese do Ministério. Além disso, o nível de emprego do Estado nos quatro primeiros meses de 2011 também rendeu a medalha de ouro dentre a região Norte, com um acréscimo de 18.586 postos.
No caso dos números registrados pelo Estado nos últimos 12 meses, apesar de ter sido superada pelo resultado paraense (+49.208 postos), a região apresentou crescimento de 10,59% no nível de emprego, com a inclusão de mais 39.487 trabalhadores formais.
Mais empresas
Na avaliação do titular da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas), Alcino Vieira dos Santos, os números de maio podem ser bem melhores, devido a inserção de mais empresas no mercado regional de trabalho.
Além do mais, o dirigente declara que a criação do Sistema ‘Mais Emprego’ deve influenciar neste crescimento. “Por exemplo, se um trabalhador for dispensado, ao procurar o seguro-desemprego ele será redirecionado a uma entrevista de cargo semelhante ao antecedente. Se não for aceito, ainda assim receberá o seguro. Mas, caso nem apareça ao compromisso, ficará sem o benefício”, detalhou.
O vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, afirma que a chegada do verão possibilitará um aumento expressivo já que, segundo ele, a estação impacta na economia. “Com as contratações antecipadas para a época, tanto o serviço quanto o comércio devem crescer significativamente”, avaliou o dirigente.
Copa impulsiona resultados, diz SRTE/AM
Um setor de grande demanda em abril foi a Indústria de Transformação. Com a contratação de 5.653 funcionários e 4.173 desligamentos, o saldo dos empreendimentos foi de 1.480 postos de trabalho. Já as 4.021 admissões no comércio e as 3.099 demissões, implicaram em uma diferença de 922 vagas.
Porém, o destaque mais uma vez ficou com o setor de serviços, que impulsionou a performance de geração de empregos na região. O segmento respondeu por 34,63% dos postos celetistas registrados na região em abril.
O superintendente da SRTE/AM comenta que, em virtude da Copa do Mundo, há uma grande absorção neste setor, principalmente para qualificar as pessoas que irão atuar em restaurantes, hotéis, como guias turísticos e em outras atividades que serão de grande valia para o Mundial de Futebol.
Fator alarmante
No entanto, de acordo com o dirigente, embora não seja alarmante, este número pode reduzir 10% se a capital amazonense for retirada como sede da Copa das Confederações. Informação que só será confirmada no dia 29 de julho, segundo nota recente da Fifa (Federação Internacional de Futebol).
Se, porventura, o atraso nas obras resultar na possibilidade de Manaus não receber os jogos de 2014, aí sim será um fator alarmante. “Caso a Copa não seja realizada no município, então os números de emprego cairão bastante, dos quais a área de serviços, juntamente com a de comércio, será uma das mais afetadas diretamente”, destacou.
O representante da Fecomércio/AM responde que, se houver algum contratempo, isto pode colidir com as previsões de crescimento. Contudo, diz acreditar com convicção que Manaus não deixará de ser uma das anfitriãs do evento. “Isto não irá acontecer”, finalizou.
País cria mais de 272 mil vagas no período
Foram criados 272.225 empregos formais em abril no Brasil, segundo os dados do Caged. O resultado é decorrente de 1,774 milhões de admissões e 1,502 milhões de demissões.
O número de empregos, entretanto, não supera os criados no mesmo mês do ano passado. Em relação a abril de 2010, houve uma redução de 10,77% no número de postos de trabalho criados. De janeiro a abril, o Brasil criou 880.717 empregos, crescimento de 2,45% em relação ao mesmo período de 2010.
No acumulado dos últimos 12 meses, foram criados 2,294.809 milhões de postos de trabalho.
Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, maio deverá ser ainda melhor que abril na geração de empregos, com resultado mais próximo ao registrado em maio do ano passado. Em abril, foram abertas 272 mil vagas no mercado de trabalho, enquanto em maio do ano passado o resultado líquido foi positivo em 298 mil empregos, resultado recorde para meses de maio
Carlos Lupi comentou ainda as medidas tomadas pelo Banco Central para conter a inflação e a oferta de crédito. Para ele, as medidas de desaquecimento econômico não tiveram impacto na geração de empregos. “Já passou o pior período, que é o início do ano, quando as famílias têm várias despesas. Essa fase de mais pressão inflacionária já passou e, agora, o governo tem que monitorar setorialmente onde há inflação para tomar as medidas necessárias”, encerrou.







