Mesmo com o Carnaval atrasado, o comércio varejista manauara apresentou uma elevação de 4,17% nas vendas em março, quando comparado a igual período do ano anterior, de acordo com sondagem da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas). Apesar disso, o faturamento dos lojistas de Manaus cresceu de forma tímida, com um avanço de 0,47% em relação a mesmo mês de 2010.
Para o conselheiro titular do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Daniel Azevedo da Silva, o faturamento está diretamente ligado às vendas, então, o fato do percentual faturado ser apenas 10% do valor das vendas, só pode estar relacionado com a forma de pagamento. “Somente se as pessoas fizeram compras sem pagar de uma vez só”, analisou.
Na análise da Federação, apesar de terem sido realizados 64,3% pagamentos à vista dentre as compras no comércio local, o assessor econômico da entidade, José Fernando Pereira, esclarece que o restante deste dígito, 27,9% por meio de cartão de crédito e 7,8% por outras formas de pagamento (convênio, cheque pré-datado, vendas a prestação e empenho), foi executado em compras com maior valor agregado. “E, neste caso, as empresas só vão receber daqui a um mês”, ressaltou.
Segundo a pesquisa, o comércio de bens não duráveis impulsionou a alta nos resultados das vendas, com alta de 17,34%. Dentre o qual, o segmento de farmácias, drogarias e perfumaria foi o grande protagonista, ao anotar um percentual de 33,09%.
Em termos de faturamento, o grupo dos bens destinados ao consumo foi o único que proporcionou dados satisfatórios no mês. Houve uma variação de 15,07%, mais uma vez influenciada pelo desenvolvimento do ramo de medicamentos e produtos de beleza, com acréscimo de 27,07%.
Apesar do reajuste médio de 4,77% nos remédios a partir de 31 de março, contribuindo para alta de 0,75% dos produtos não alimentícios em maio, de acordo com o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o presidente do Corecon/AM, Erivaldo Lopes, afirma que este número deve continuar crescente, devido à baixa imunidade em decorrência do período de chuvas.
Segundo Lopes, o item está presente na classificação daquilo que não altera a necessidade de compra por conta do preço. “Ou você compra o remédio, ou fica doente”, avaliou.
Embora com as vendas em alta, o índice de empregos do setor teve uma queda de 1,71%, com destaque para o comércio de bens semiduráveis, que encerrou março com um decréscimo de 5,17%, por conta da baixa no setor de calçados (-12,38%).
Comparado a fevereiro
Em confronto ao mês imediatamente anterior, que resultou em uma elevação de 0,56% nas vendas e de 0,70% no faturamento, o setor de bens não duráveis repetiu a performance positiva, embora sem muito entusiasmo. Os lojistas responsáveis por esta área registraram uma expansão de 4,82%, desta vez com o ramo de combustíveis e lubrificantes alcançando os maiores algarismos, um incremento de 21,54%.
Mas, como nem tudo são flores, este indicadores foram os únicos que abocanharam algarismos satisfatórios em comparação a fevereiro do ano corrente.
Por incrível que pareça, o índice de emprego do terceiro mês do ano apresentou variação negativa de 0,12% sob influência do comércio de bens não duráveis.
Já a folha de pagamento declinou 2,63%, ocasionado pela retração de todos os grupos pesquisados, principalmente pela queda de 3,98% no comércio de materiais de construção. E, assim como na comparação com março do ano passado, com queda de 2,39%, o nível de estoque ante fevereiro mostrou declínio, armazenando algarismos 3,87% inferiores.







