Medidas contra ‘apagão de mão de obra’

Em: 25 de maio de 2011
Entre as causas do problema, o senador mencionou a falta de cursos de qualidade, a baixa remuneração e a falta de diálogo entre mercado e meio acadêmico
Entre as causas do problema, o senador mencionou a falta de cursos de qualidade, a baixa remuneração e a falta de diálogo entre mercado e meio acadêmico

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), nesta terça-feira (24), manifestou preocupação com a escassez no Brasil de profissionais especializados, o que resultaria no que chamou de “apagão de mão de obra” que compromete o desenvolvimento e a competitividade da nação.
“O país forma anualmente 150 doutores em matemática e precisa, no mínimo, do dobro. Do que adianta ter o bilhete premiado do pré-sal sem autonomia tecnológica para extraí-lo?”, disse o parlamentar, que alertou para o risco de retrocesso econômico se esse desafio não for enfrentado.
Entre as causas do problema, o senador mencionou a falta de cursos de qualidade, a baixa remuneração e a falta de diálogo entre mercado e meio acadêmico. Valadares também criticou a burocracia e o comportamento “retrógrado” das universidades do país, que, segundo ele, dificultam a presença de especialistas estrangeiros e são resistentes ao aporte de recursos privados.
“Aqui, com raras exceções, mercado e academia estão de costas um para o outro, quando deveriam atuar em estreita parceria, já que é o mercado que absorverá a mão de obra que a academia prepara”. Antonio Carlos Valadares citou exemplos de grandes universidades dos Estados Unidos que são mantidas com fundos privados, “fundamentais para sustentar o padrão de excelência acadêmica de que desfrutam”, e lembrou que o Brasil é o membro dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) que menos investe em ciência e tecnologia.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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