O número de unidades empresariais no Amazonas aumentou 5,4% entre 2008 e 2009, graças à abertura de novas organizações ou filiais. Nos últimos quatro anos, o incremento foi de 18,6%, ou 5.207 novos endereços de organizações formais, um saldo médio de 3,6 por dia. A informação consta no Cempre (Cadastro Central de Empresas), atualizado anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Quanto ao pessoal ocupado, a pesquisa quantificou o total de 559.943 pessoas em 2009, sendo 524.155 efetivamente assalariadas. Houve um incremento de 4,2% em relação ao ano anterior e 16,4% em quatro anos. Entre salários e outras remunerações, foram gastos pelas organizações R$ 10,1 bilhões em 2009, um aumento de 7,6% em relação ao ano anterior. No entanto, este aumento não se refletiu na elevação do salário médio mensal pago, que caiu de 3,5 salários mínimos em 2008 para 3,3 salários mínimos em 2009. Esta média é a menor dos últimos quatro anos da pesquisa no Estado.
Entre as atividades econômicas, também há diferenciação no salário médio mensal pago aos empregados. A atividade indústria extrativa, pagava, em média, 15 salários mínimos mensais. Em valores de 2009, isso equivalia a R$ 6.975, colocando a atividade como a que melhor remunerava do Estado. A segunda posição foi para eletricidade gás com 9,9 salários mínimos. A atividade que pior remunerou seus funcionários no período foi alojamento e alimentação, com 1,5 salário mínimo, abaixo de agricultura, que tradicionalmente remunera mal seu pessoal. “Exatamente num momento em que mais a economia local vai girar em torno dessa atividade, por conta da Copa, surge um indicador que não agrega vantagem à sua mão-de-obra local”, salienta o IBGE, em texto divulgado à imprensa.
Administração pública
No recorte das atividades econômicas das organizações, a administração pública, defesa e seguridade social respondem por 24,3% do pessoal ocupado no Amazonas, ou 136,2 mil pessoas. A segunda atividade que mais emprega formalmente no Estado é a indústria de transformação, que em 2009 ocupou 105,3 mil postos de trabalho, 18,8% do total. A terceira atividade econômica mais importante em contingente de empregados foi o comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas com 90,6 mil pessoas ocupadas, 16,1%.
No recorte do numero de endereços das organizações, o comércio lidera (16,3 mil unidades locais), apresentando um crescimento de 6,1% entre 2009 e 2008. A indústria de transformação possuía 2,4 mil unidades locais. O melhor desempenho na implantação de unidades, ficou por contas das atividades industria extrativa (+27,3%), atividades imobiliárias (+17,9%) e construção (+14,3%).
Na análise por gênero, as empresas do Amazonas empregaram 66% do pessoal assalariado masculino (214 mil) e 34% do feminino (110 mil). Por nível de escolaridade, foram responsáveis pela absorção de 93,5% do pessoal assalariado sem nível superior e por 6,5% do pessoal com nível superior.
O Cempre reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações formalmente constituídas e presentes no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) do Ministério da Fazenda, e suas respectivas unidades locais. A atualização do Cadastro é realizada anualmente a partir das informações do IBGE, provenientes das pesquisas econômicas para as atividades de indústria, construção civil, comércio e serviços e do Simcad (Sistema de Manutenção Cadastral do Cadastro Central de Empresas), bem como de registros administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego, como a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).







