Usado ou seminovo? Indecisão na hora da compra

Em: 11 de agosto de 2011
Nos seis primeiros meses do ano, os carros seminovos e usados, fabricados de 2002 a 2010, tiveram uma desvalorização de 1,3%, segundo estudo realizado pela AutoInforme
Nos seis primeiros meses do ano, os carros seminovos e usados, fabricados de 2002 a 2010, tiveram uma desvalorização de 1,3%, segundo estudo realizado pela AutoInforme

Nos seis primeiros meses do ano, os carros seminovos e usados, fabricados de 2002 a 2010, tiveram uma desvalorização de 1,3%, segundo estudo realizado pela AutoInforme. Mas mesmo com essa queda, os empresários de Manaus afirmam que o movimento tem sido fraco. “Estamos em um período fraco de vendas, antes chegávamos a vender de 12 a 15 por mês, mas hoje vendemos apenas 3 ou 4 veículos”, disse um dos proprietários da Tarumã Veículos, Willian Pereira, que já pensa inclusive em mudar de ramo.
Outro que aponta o período fraco de vendas é o vendedor da Ivan Veículos, Daniel Rabelo, mas ele atribui esse fator ao ramo de comercialização de veículos, que não possui uma época certa para movimento. “Tem mês que esperamos um movimento maior e acaba sendo devagar, enquanto em outro nós acreditamos que vai ser fraco e acabamos batendo metas”, explica.
E mesmo com as baixas vendas ainda há os consumidores que preferem os carros usados, devido às facilidades de pagamento. Segundo o gerente da Nelito Veículos, Tarcisio Paixão, 99% dos veículos comercializados na loja são adquiridos através de financiamento. “E geralmente são sem entrada com valores que cabem dentro do orçamento do cliente”, afirma.
Para Willian, os consumidores que optam pelo usado são aqueles que não possuem condições financeiras de comprar um zero quilômetro. “E os bancos hoje facilitam muito isso, pois as prestações do usado são mais em conta do que o de um carro novo, além disso, o cliente ainda pode adquirir o carro sem entrada”, comenta o empresário.

Conhecimento na hora da compra

Como no caso do funcionário público, Manoel Oliveira, que há alguns dias tem saído às ruas da Praça 14, zona Centro-Sul, bairro conhecido pelo comércio de veículos, para pesquisar valores de semi-novos e usados. Para ele, o bolso pesa muito no momento de decidir que automóvel comprar. “Não tenho condições de comprar um novinho. Porém, para mim é uma necessidade”, salienta o consumidor, que ainda aconselha que conhecer a procedência é fundamental na hora de comprar um carro usado. “Além disso, é bacana levar algum conhecido, um amigo que entenda bem de carros para ajudar na hora da escolha”, indica.
O que não fez a publicitária Mariana Albuquerque, que hoje sonha em trocar o seu Gol usado por um modelo novo. “Comprei o meu na época mais por impulso mesmo, achei bem barato, mas como eu não tinha muito conhecimento, adquiri um carro no qual foi necessário fazer muitos reparos e tive muitas dores de cabeça com isso, porque eu não estava preparada, eu não sabia disso”, lembra a consumidora, que apesar da compra afirma que não se arrepende, porque aprendeu muito sobre manutenção de veículos devido a experiência que teve com o usado.

Revenda em outro Estado

Pereira destaca também que há muitas pessoas que vem de fora atrás de carros usados para revender em outras localidades do Brasil, principalmente dos Estados de Roraima e Goiás. “Os preços de automóveis nesses lugares são bem mais altos que aqui”, salienta.
De acordo com os empresários entrevistados, os preferidos pelos consumidores amazonenses são os modelos populares 1.0, como Celta, Siena e Gol. “Que são os mais econômicos, por consumir menos combustível”, disse Willian.
Quanto a valores dos usados, os empresários são todos categóricos, “depende do ano do automóvel e do estado de conservação”. Nos estabelecimentos visitados foi possível encontrar carros usados de R$ 13 mil a R$ 33 mil.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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