Se em períodos anteriores o número de constituições de empresas não se deixou impactar pela alta dos juros, em julho o efeito foi contrário. No mês em que os juros de crédito para pessoa jurídica chegaram ao limiar de 4,05% ao mês, a maior taxa desde outubro de 2009, segundo dados da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o registro de aberturas de empresas no Amazonas foi o menor do ano.
De acordo com os números da Jucea (Junta Comercial do Amazonas), ao contrário de 2010, que teve seu auge no mês das ‘férias’, com 683 constituições, em julho, a região anotou 513 novas constituições, empatando com o que foi gravado em março.
Em declaração anterior, o economista e consultor empresarial José Laredo já havia analisado que a alta das taxas de juros presumia uma queda na geração dos empreendimentos, em virtude de parte dos investimentos serem oriundos de capital de financiamentos.
Na época, Laredo afirmava que o surto inflacionário impactaria em um desaquecimento. Contudo, o conselheiro do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Ricardo Reis da Silveira, argumenta que o Brasil ainda passa por um momento econômico satisfatório, por isso não deve ter reflexos negativos a curto e médio prazo, mesmo com a crise internacional.
Melhora no rating
Em virtude disso, Silveira ressalta a melhora do rating do país, que indica para os investidores a capacidade de o país saldar seus compromissos financeiros. A agência de classificação de risco japonesa R&I elevou a nota de classificação do Brasil de BBB- para BBB, por conta do aumento do número de famílias na classe média e o mercado interno robusto.
Por enquanto, apesar da queda no sétimo mês do ano, no acumulado o Amazonas já anota um incremento de 7,95% ante os primeiros sete meses do ano anterior. De janeiro a julho, 3.845 novos negócios, entre micro e pequenas empresas, empresas de sociedade limitada e anônima, foram constituídos no Estado.
Devido à instalação de novas sedes da Junta no interior do Estado, a presidente do órgão, Luiza Eneida Erse, declara que haverá um incremento no montante de empresas regularizadas. “Isso terá como consequência também o aumento da arrecadação de impostos”, ponderou.






