Alta no imposto de importação beneficia empresas no PIM

Em: 15 de agosto de 2011
A confirmação do aumento do imposto de importação para condicionadores de ar deve possibilitar um novo fôlego para o setor no Polo Industrial de Manaus (PIM), afetado pela entrada descontrolada de produtos chineses no país
A confirmação do aumento do imposto de importação para condicionadores de ar deve possibilitar um novo fôlego para o setor no Polo Industrial de Manaus (PIM), afetado pela entrada descontrolada de produtos chineses no país

A confirmação do aumento do imposto de importação para condicionadores de ar deve possibilitar um novo fôlego para o setor no Polo Industrial de Manaus (PIM), afetado pela entrada descontrolada de produtos chineses no país. Na última quinta-feira, o senador Eduardo Braga (PMDB) informou que a Camex (Câmara de Comércio Exterior) deve aprovar em sua próxima reunião a elevação da alíquota para a aquisição de produtos made in China, dentre os quais o condicionador de ar split.
Em declaração anterior ao Jornal do Commercio, o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, já argumentava a respeito da queda acentuada na produção da mercadoria, principalmente por conta da entrada de itens chineses.
Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a importação de partes de máquinas e aparelhos de ar-condicionado cresceu 100,26%, de janeiro a junho, saltando de US$ 38.30 milhões para US$ 76.70 milhões.
A medida vem em uma boa hora, já que o Ministério estava desacreditado pelos representantes das indústrias amazonenses, em virtude da compra de 400 equipamentos de condicionadores de ar da China, segundo o jornal O Estado de São Paulo. O próprio presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviço do Polo Industrial de Manaus), Cristóvão Marques, chegou a comentar que “o Ministério estava garantindo o emprego dos chineses e não dos brasileiros”.
Embora declare que não existe nenhum mecanismo 100% eficaz para evitar a importação de itens já produzidos no parque fabril nacional, o assessor econômico da Federação, Gilmar Freitas, declara que a medida tende a favorecer o PIM (Polo Industrial de Manaus) de forma imediata, ainda mais quando o dólar tem apresentado oscilações diariamente.
“Esta é uma pauta que está em discussão há muito tempo. Qualquer coisa que dificulte a entrada de produtos já traz uma vantagem maior para o Polo”, ponderou.
O problema também foi motivo de críticas do governador Omar Aziz, que incluiu a pauta entre as reivindicações apresentadas à presidente Dilma Rousseff. Segundo o governador, a produção de split é um setor importante para o Amazonas, que até pouco tempo garantia toda a produção nacional, gerando sete mil empregos no PIM. Com a importação chinesa desonerada, o polo de Manaus perdeu a competitividade, colocando em risco os empregos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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