Bancada de Amazonino faz festa e ironiza a oposição na Câmara

Em: 23 de agosto de 2011
Os vereadores da CMM (Câmara Municipal de Manaus) dedicaram o primeiro dia de trabalho da semana no Plenário Adriano Jorge para festejar a integração de mais 350 ônibus novos ao sistema de transporte coletivo da cidade
Os vereadores da CMM (Câmara Municipal de Manaus) dedicaram o primeiro dia de trabalho da semana no Plenário Adriano Jorge para festejar a integração de mais 350 ônibus novos ao sistema de transporte coletivo da cidade

Os vereadores da CMM (Câmara Municipal de Manaus) dedicaram o primeiro dia de trabalho da semana no Plenário Adriano Jorge para festejar a integração de mais 350 ônibus novos ao sistema de transporte coletivo da cidade. Apesar da baixa frequência de vereadores na sessão de ontem, 22, os parlamentares da situação aproveitaram o ensejo para alvejar com ironias e críticas os colegas de oposição que diariamente expressam contrariedade às medidas adotadas pelo Executivo Municipal a respeito das problemáticas do sistema de coletivos no município.
Para o vice-líder do prefeito, vereador Homero de Miranda leão (PHS), a aquisição representa uma vitória da população manauara. Leão ressaltou em seu discurso que teme que as problemáticas do sistema virem motivos para ações eleitoreiras, disse, referindo-se ao pedido de instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), feito pelo vereador petista Waldemir José, que pretende investigar a possibilidade de manipulação no último certame licitatório para a entrada de novas empresas no setor.
A bancada de oposição foi questionada por não ter comparecido à cerimônia de entrega dos novos ônibus, realizada no último sábado, 19. “Esperava mais das pessoas que hoje enxovalham a tentativa do prefeito de solucionar os problemas do transporte coletivo em Manaus. Eles deviam ter comparecido, não adianta querer tapar o sol com a peneira, e continuar levantando questões que não existem”, disse Leão.
Respondendo às ofensas destinadas à oposição, o vereador Waldemir José lembrou que vem acompanhando a questão de forma coesa. “Tenho fiscalizado da minha maneira, quando os coletivos chegaram fui verificar o estado de conservação em que se encontravam. Não sou obrigado a ir a qualquer cerimônia”, falou, ressaltando que ainda na tarde de ontem, 22, pretendia ingressar junto ao DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), com pedido de análise dos documentos dos veículos. “Quero poder ver as notas fiscais, a situação dos chassis e quilometragem”.

Irritação de Tayah

Autor da proposta para a realização de um Fórum para debater os problemas do sistema de transporte público na cidade, o presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PTB), demonstrou irritação com a liminar impetrada por seu colega Waldemir José, que questiona o posicionamento da Mesa Diretora quanto a seu pedido de CPI. De acordo com o presidente da Casa, José está descumprindo acordo feito durante a última reunião de líderes.
“Nós tínhamos acordado que esperaríamos a realização do Fórum para que qualquer conclusão fosse tirada. O Waldemir está descumprindo um acordo, essa Casa possui um Regimento Interno e isso deve ser respeitado, não podemos fazer desse tema trampolim político”, reclamou Homero, emendando: “As assinaturas necessárias já não existem mais, é necessário que 13 vereadores assinem o pedido e hoje o Waldemir já não possui esse apoio”, argumentou.
Waldemir José negou que qualquer um de seus 14 apoiadores tenha manifestado desejo de retirar sua assinatura. Destacou em entrevista ao Jornal do Commercio que esperou dois dias após a captação das assinaturas para apresentar o pedido à mesa. “Se eles retiraram o apoio não me disseram”, comentou.

Assinaram CPI

Os vereadores que assinaram o pedido de CPI: Waldemir José (PT), Ademar Bandeira (PT), Lúcia Antony (PcdoB), Joaquim Lucena (PSB), Cida Gurgel (PRP), Elias Emanuel (PSB), Hissa Abrahão (PPS), Mário Frota (PDT), Massami Miki (PSL), Reizo Castelo Branco (PTB), Socorro Sampaio (PP), Vilma Queiroz (PTC), Jaildo dos Rodoviários (PRP) e Wilton Lira (PTB).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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