Juros caem, mas inadimplência cresce

Em: 25 de agosto de 2011
A taxa média de juros do crédito cobrada das famílias (pessoas físicas) caiu 0,4 ponto percentual na passagem de junho para julho, e ficou em 45,7% ao ano, segundo dados divulgados ontem pelo BC
A taxa média de juros do crédito cobrada das famílias (pessoas físicas) caiu 0,4 ponto percentual na passagem de junho para julho, e ficou em 45,7% ao ano, segundo dados divulgados ontem pelo BC

A taxa média de juros do crédito cobrada das famílias (pessoas físicas) caiu 0,4 ponto percentual na passagem de junho para julho, e ficou em 45,7% ao ano, segundo dados divulgados ontem pelo BC (Banco Central). No caso das empresas (pessoas jurídicas), no entanto, a taxa média subiu 0,6 ponto percentual, para 31,4% ao ano.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, não pode ser considerada uma tendência a queda na taxa de juros para as pessoas físicas em julho. “A tendência é que haja alta e na margem tem esse movimento”.
Os dados dos primeiros dias úteis deste mês, em comparação com final de julho, mostram que a taxa de juros para as famílias subiu 0,7 ponto percentual, para 46,4% ao ano. No caso das empresas, houve queda de 0,7 ponto percentual, para 30,7% ao ano.
A inadimplência, como são considerados os atrasos superiores a 90 dias, ficou estável para as empresas (3,8%), enquanto para as famílias subiu 0,2 ponto percentual, para 6,6%.
De acordo com Maciel, a expectativa é que haja acomodação e queda da inadimplência ao longo deste semestre. Segundo ele, isso será possível devido ao aumento do emprego e da renda e como resultado das medidas do governo de restrição ao crédito com prazos mais longos.
“A contenção da ampliação dos prazos é positiva nas modalidades de crédito pessoal e aquisição de veículos, que vinham crescendo em volume e em prazos”, acrescentou Maciel.

Cheque especial

A taxa de juros cobrada pelo uso do cheque especial chegou a 188% ao ano, em julho, informou ontem o BC (Banco Central). Em relação a junho, o aumento foi de 3,3 ponto percentual. A taxa registrada em julho é a maior desde abril de 1999, quando ficou em 193,65% ao ano.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, as taxas do cheque especial refletem o perfil de quem está tomando o crédito. “As pessoas tomam esse crédito quando não têm condições de tomar outro ou por um período reduzido”. Maciel recomenda que aos consumidores evitem usar o cheque especial, já que a taxa de juros é muito elevada.
Enquanto a taxa do cheque especial subiu, os juros cobrados pelo crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento, caíram 0,3 ponto percentual, para 48,7% ao ano. A taxa cobrada para a compra de veículos caiu nessa mesma proporção (0,3 ponto percentual), para 29,5% ao ano.
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,854 trilhão em julho, um crescimento de 1,1% em relação a junho e de 19,8% em 12 meses. O saldo equivale a 47,3% de tudo o que o país produz – PIB (Produto Interno Bruto). No mês anterior, esse percentual estava em 47,1% e em julho de 2010, em 44,6%. Os bancos públicos responderam por 42% do crédito do sistema financeiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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