Cooperativas querem mais mercados internacionais

Em: 25 de agosto de 2011
Embora as cooperativas brasileiras tenham participado com US$ 583.81 bilhões nas exportações brasileiras até junho, de acordo com balanço do Mdic), ainda não há contribuição do Amazonas nestes dados.
Embora as cooperativas brasileiras tenham participado com US$ 583.81 bilhões nas exportações brasileiras até junho, de acordo com balanço do Mdic), ainda não há contribuição do Amazonas nestes dados.

Embora as cooperativas brasileiras tenham participado com US$ 583.81 bilhões nas exportações brasileiras até junho, de acordo com balanço do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), ainda não há contribuição do Amazonas nestes dados.
Dentre os Estados que compõem a região Norte, somente Rondônia, Tocantins, Pará e Acre já mostram resultados relevantes. Juntas, estas unidades federativas registraram um saldo de US$ 7.56 bilhões.
Segundo o superintendente do Sescoop/AM (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Amazonas), Adriano Trentin, as cooperativas da região ainda não são tradicionalmente exportadoras, em virtude da grande maioria não trabalhar com “produtos tangíveis”.
“Dos 13 ramos de atuação econômica do cooperativismo temos cooperativas em oito ramos que são: agropecuário, crédito, saúde, trabalho, produção, turismo e lazer, consumo, transporte”, especificou.
Contudo, apesar da pouca representatividade perante os dados nacionais, elas já começam a se integrar no mercado internacional. Na Agrofut, os 48 associados já exportam guaraná tanto para a Itália quanto para França.
O presidente da cooperativa, Antônio Carlos, comenta que, devido alguns problemas burocráticos e logísticos, a empresa demorou a se firmar, principalmente por estar localizada em Urucará (situada na região do Baixo Amazonas, há 281 km distante de Manaus, por via fluvial). Além do mais, depois da crise de 2008/2009, houve uma redução na quantidade exportada. “Exportávamos oito toneladas por ano, e agora exportamos apenas duas toneladas por ano”, salientou.
Contudo, ele acredita que as cooperativas locais são capazes de concorrer com o mercado internacional, já que “os produtos associados à Amazônia despertam a atenção dos países europeus”.
O superintendente da Sescoop/AM comenta que outras cooperativas também estão prospectando mercado, na tentativa de exportar fibras naturais, como a juta e a malta, além da castanha.

Balanço

Atualmente, o Estado amazonense possui aproximadamente 140 cooperativas ativas, com 25 mil cooperados. Em declaração anterior ao Jornal do Commercio, o presidente da OCB/AM (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas), Petrúcio Magalhães, destacou que “não é a quantidade de cooperativas existentes que vai comprovar o desenvolvimento positivo do modelo”.
De acordo com dados da Jucea (Junta Comercial do Amazonas), o setor foi responsável por apenas 0,42% das 6.178 constituições de empresas no ano anterior. No entanto, ao contrário de outros tipos de empreendimentos, pelo menos nos últimos dois anos, não houve uma única exclusão no segmento.
Magalhães chegou a comentar que, desde 1973, pouco mais de 284 cooperativas foram dissolvidas, porém, esta quantia representa somente 23,61% de todas as empresas excluídas no ano passado (1.203), dentre tipo empresariado e Ltda.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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