Comodidade, facilidade para encontrar e comparar produtos concorrentes e a possibilidade de pagar com até 12 vezes sem juros. Esses são alguns dos fatores que impulsionam o crescimento do e-commerce, ou comércio online, que este ano espera 54 milhões de pedidos online. Mas atualmente o setor enfrenta um grande obstáculo, a falta de mão de obra, principalmente de profissionais de tecnologia, SEO, Designer de Interação e Comercial.
De acordo uma pesquisa realizada pela E-commerce School, 63% das lojas online entrevistadas recrutaram funcionários nos últimos seis meses, contudo, 79% dessas empresas acreditam que seus contratados não têm habilidades necessárias para as funções e precisam receber treinamento especializado.
Até 2014, o e-commerce deve gerar cerca de 34 mil empregos diretos e mais 50 mil indiretos no Brasil. A E-commerce School apontou ainda que, atualmente, existem 23 mil lojas virtuais no país, número que deve subir para 45 mil em 2014.
“O mercado e nem as empresas estavam preparadas para o crescimento do setor”, afirmou, Pedro Eugênio, CEO e criador do Busca Descontos, site que reúne cupons de descontos dos principais varejistas do Brasil e é hoje o 3º maior gerador de vendas do e-commerce brasileiro, ficando atrás apenas do Google e Buscapé.
Pedro conta que procurar profissionais para trabalhar com e-commerce é uma missão constate dos empresários. “A nossa saída é acabar criando profissionais para atuar na área”, disse o empresário, que aponta como esse um dos maiores problemas que impedem uma velocidade maior do desenvolvimento do comércio eletrônico.
Ele explica que a falta de mão de obra especializada atinge desde os gigantes do e-commerce, até as menores lojas. “O momento atual oferece uma grande oportunidade para quem busca se profissionalizar no mercado digital. Temos alguns clientes que cresceram mais de 300% no último ano”, conta o criador do site que gera em média 100 empregos diretos e indiretos.
Eugênio ainda aponta que há capacitação especializada para quem busca atuar nessa área. “Profissionais que saibam trabalhar com programação, banco de dados, manutenção e serviços de tecnologia são muito cobiçados pelo e-commerce. Profissionais de SEO também são procurados, são eles que otimizam a página em mecanismos de busca”, esclarece.
Segundo Márcio Lira, coordenador do Bemol Online, um dos sites pioneiros no setor em Manaus, há realmente uma carência de profissionais para atuarem no segmento de e-commerce na capital amazonense. “Sentimos realmente uma deficiência no mercado, até porque não é muito da cultura do Amazonas o comércio eletrônico, mas isso tem mudado aos poucos, parte disso, até mesmo, devido a melhoria da internet no Estado”, opina.
Assim como Pedro, Márcio também destaca que a saída para contornar a falta de profissionais é apostar na capacitação dos funcionários. “Treinamentos, palestras, algumas via internet inclusive são aliados na formação”, informou o coordenador da loja online, que também ressalta que “o mercado está aberto para quem quer trabalhar nesse setor, até porque a tendência é essa, mas é necessário qualificação”. A Bemol Online cresceu cerca de 40% somente no primeiro semestre do ano, comparado a 2010, e gera cerca de 30 empregos direto e indireto.
Outro estabelecimento que sente os efeitos da falta de mão de obra no comércio eletrônico é o site True Data. De acordo com Henrique Bisneto, gerente de e-commerce da loja, é por conta disso que a empresa não pode ampliar seu quadro de funcionários, que atualmente é cinco. “Conseguimos, mesmo com poucas pessoas, administrar o site, dar conta dos pedidos, mas há realmente uma dificuldade para encontrar pessoas para trabalhar na área, no início sofremos com esse problema”, comenta.
Bisneto acredita que esse é um obstáculo que será superado pelo mercado por causa da ascensão da internet e as facilidades que ela proporciona.
Setor de e-commerce precisa de mão de obra
Em: 20 de setembro de 2011
Comodidade, facilidade para encontrar e comparar produtos concorrentes e a possibilidade de pagar com até 12 vezes sem juros
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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