Correios buscam conciliação no TST

Em: 3 de outubro de 2011
Os Correios tentarão uma conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) depois que as negociações do dia 29 de setembro não geraram resultados que pudessem ser aceitos pelos trabalhadores da ECT
Os Correios tentarão uma conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) depois que as negociações do dia 29 de setembro não geraram resultados que pudessem ser aceitos pelos trabalhadores da ECT

Os Correios tentarão uma conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) depois que as negociações do dia 29 de setembro não geraram resultados que pudessem ser aceitos pelos trabalhadores da ECT. Sem acordos, a greve continuará por tempo indeterminado.
A diretoria da Sintect-AM (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Amazonas) informou que a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores nos Correios), que está a frente das negociações com os Correios, ainda não havia sido notificada pela Justiça do Trabalho.
Durante a negociação do dia 29 de setembro, foi proposto um aumento real de R$ 80, a partir de janeiro de 2012. Os trabalhadores não aceitaram, pois a data-base da categoria é dia 1° de agosto.
Quanto à ação da Sintect-AM que tramita na 8ª vara do trabalho, ajuizada para impedir os descontos nos salários pelos dias de greve, a diretoria do sindicato disse que ainda não houve manifestação da juíza. Foram descontados entre 6 a 10 dias dos salários dos trabalhadores dos Correios do Amazonas.
Em nota divulgada pelos Correios, “os trabalhadores terão, novamente, mais uma oportunidade de finalizar um acordo, em audiência de conciliação, com a mediação judicial”. De acordo com a assessoria de comunicação dos Correios no Amazonas, a greve comprometeu 35% das entregas de correspondências no Estado, que estão chegando às residências com 3 a 4 dias de atraso, mas que a distribuição das encomendas não foram afetadas, permanecendo normais.
Bancários não recebem mais propostas da Fenaban
Desde o dia 22 de setembro, a Fenabam não fez mais propostas para entrar em acordo com os bancários e por fim à greve que já vai completar uma semana nesta terça, dia 4 de outubro.
Segundo dados divulgados pela Contraf-Cut (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), até o dia 30 de setembro, já são 7.672 agências já estavam paralisadas em todo o Brasil.
Ainda não há nenhum indicativo de fim da paralisação. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou novas propostas aos bancários, que estão reivindicando: 12,8% de reajuste salarial, melhor distribuição do PLR (Participação nos Lucros e Resultados), fim da imposição de metas abusivas e do conseqüente assédio moral quando estas não são alcançadas, além de melhorias da segurança e das condições nos bancos.
Na primeira negociação com a Fenaban, dia 22 de setembro, foi oferecido aos bancários um reajuste de 8%, mas não foi aceita por representar um aumento real de 0,56%, considerado insuficiente pelos trabalhadores, que querem 5% de aumento real. Segundo o presidente do Seebam (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Amazonas), Nindberg Barbosa, “há um estudo do Dieese que diz que o salário do bancário deveria ser de R$ 2,3 mil, mas hoje aquele que está começando a trabalhar em banco recebe apenas R$ 1,25 mil.”.
O sindicato dos bancários do Amazonas divulgou ainda como está a paralisação nas agências do Estado: 100% da Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e HSBC; 90% do Banco Santander; 50% do Banco do Brasil e 40% do Banco Itaú.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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