Senador critica postura do Planalto na discussão dos royalties

Em: 5 de outubro de 2011
Uma das principais lideranças dos Estados produtores, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) fez ontem duras críticas à postura do Palácio no Planalto e da equipe econômica na discussão sobre a distribuição dos royalties de petróleo
Uma das principais lideranças dos Estados produtores, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) fez ontem duras críticas à postura do Palácio no Planalto e da equipe econômica na discussão sobre a distribuição dos royalties de petróleo

Uma das principais lideranças dos Estados produtores, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) fez ontem duras críticas à postura do Palácio no Planalto e da equipe econômica na discussão sobre a distribuição dos royalties de petróleo. Dornelles disse que a “ganância” da União impende um entendimento de Estados produtores e não produtores.
Segundo ele, a União “finge” que está fazendo concessões e está “contra os Estados produtores”. “A União quer fazer uma aliança com os não produtores para depenar os produtores”.
O governo federal abriu mão de R$ 1,8 bilhão em royalties e participação especial. O senador argumenta que esse valor não é significativo diante da arrecadação total do governo.
“Na verdade, o que existe é União contra Estados produtores. O acordo com os Estados não produtores seria possível se não fosse a União. A união praticamente não cedeu. Finge que cedeu, diz que abriu mão de R$ 1,8 bilhão, mas o que isso representa diante de arrecadação de R$ 700 bilhões”, disse.
Para o senador, Estados produtores e não produtores deveriam se unir.
Dornelles disse que os Estados produtores não aceitam alterar as áreas já licitadas, mas apresentam quatro alternativas. A primeira prevê aumentar ou ajustar as tabelas das participações especiais das petroleiras.
“Isso foi calculado quando o barril estava a US$ 10 e hoje está em US$ 100. Hoje você tem dos 300 campos, 22 pagando. Isso é um absurdo”.
A segunda solução apresentada pelo senador seria criar um imposto de exportação sobre petróleo. Outra medida seria dividir a receita do campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos calculada em R$ 40 bilhões. “A União não pode dar isso para a Petrobras. Ela podia destinar cerca de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões para os não produtores”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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