O mês de setembro no Amazonas foi o pior para o varejo nos últimos anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A queda chegou a -1,4% nas vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e motos e materiais de construção.
“Setembro colocou o comércio local com o pior desempenho entre todos os Estados do país e ainda colaborou para baixar o acumulado do ano para 5,7%”, afirmou Adjalma Nogueira, supervisor de Disseminação e Informações do IBGE no Amazonas. De acordo com ele, o índice negativo no comércio varejista do Estado decorre do fato de o comércio passar por grandes variações durante o ano, por isso o volume de vendas declinou para -1,4% em setembro de 2011 na comparação com setembro de 2010.
Para Adjalma, setembro foi o pior mês para comércio amazonense dos últimos anos. O supervisor relembra que o comércio não tinha uma baixa tão significativa nas vendas desde dezembro de 2008, e que a queda prejudicou o acumulado dos últimos doze meses que ficou em 7,0% abaixo da média nacional com 7,7%, tanto no acumulado do ano quanto no acumulado dos últimos doze meses, levando o índice para 3,3% da receita nominal e deixando o volume em 0,81%. Com isso, o desempenho anual da receita ficou em 9,6%, entre os menores do país.
Adjalma enfatiza que embora o IBGE não divulgue o índice do comércio local por atividade, dos 14 subgrupos do comércio que são investigados, somente cinco tiveram crescimento positivo, dos nove subgrupos que tiveram queda, os maiores foram comércio não especificado, informática e ótica. E que a justificativa para esta retração nas compras pode ser avaliada por alguns pontos que devem ser levados em consideração. De acordo com ele, setembro foi um mês com muitos feriados, mas que estes não alavancam as vendas no comércio, o endividamento de alguns consumidores que de certa forma compromete o crédito para novas compras, o consumidor ter se segurando para compras no final do ano, o aumento nos preços das mercadorias, que provavelmente afasta o consumo, ou até mesmo os problemas com transporte na cidade.
Em nível de Brasil o crescimento de 0,9% no volume de vendas sobre o mês anterior interrompe a sequência de dois meses de taxas negativas do comércio varejista ampliado e cresce a receita nominal em 1,3% em relação a agosto, que se recupera da queda do mês anterior. As vendas do varejo ampliado acumulam altas de 8,0% no ano e de 9,6% nos últimos 12 meses. Na comparação com setembro do ano passado, as vendas do varejo ampliado tiveram alta 4,8%. Nesse confronto, as projeções variavam de uma alta de 2,90% a 5,40%.
Entre as dez atividades analisadas pelo IBGE, sete tiveram expansão no volume de vendas no comércio varejista. Os destaques são o aumento de 2,2% nos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria; de 1,7% em veículos, motos, partes e peças; e de 1,6% em tecidos, vestuário e calçados. Os móveis e eletrodomésticos foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo do comércio varejista e do comércio varejista ampliado, com participações de 53,3% e 34,7% na formação das respectivas taxas, com crescimento de 16,5% no volume de vendas.
Outra atividade que marca de forma positiva na economia nacional e sendo a terceira maior participação na taxa global do varejo (12%), e a quarta no varejo ampliado (8%), são os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com expansão de 10,6% sobre setembro de 2010. Os principais fatores que vêm mantendo a atividade com taxas acima da média geral nos últimos quatro anos são o crédito, a renda, o aumento no consumo de medicamentos de uso contínuo e a diversificação na linha de produtos ofertados no mercado. Os segmentos que evoluíram de forma negativa foram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que mostram um resultado abaixo da média nacional que foi de 3,5%.
Na comparação setembro de 2011 e setembro 2010, 22 dos 27 Estados registraram crescimento no volume de vendas, três variaram negativamente, e dois tiveram taxa nula. As quedas ocorreram no Amazonas (-1,4%); Sergipe (-1,2%); e Amapá (-0,2%). Os destaques foram Tocantins (14,6%); Ceará (9,7%); Paraíba (7,8%); Minas Gerais (7,4%) e Rondônia (7,3%). Quanto à participação na composição da taxa, os destaques foram para São Paulo; Minas Gerais; Rio de Janeiro; Paraná; e Rio Grande do Sul.
AM teve o pior setembro dos últimos anos
Em: 11 de novembro de 2011
O mês de setembro no Amazonas foi o pior para o varejo nos últimos anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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