Juro em financiamento de veículo vai demorar a cair no Brasil

Em: 17 de novembro de 2011
A decisão do Banco Central de relaxar as condições de financiamento de veículos, na semana passada, deve resultar em mais vendas de automóveis, a juros mais baixos, com entrada menor. Mas isso não vai acontecer imediatamente
A decisão do Banco Central de relaxar as condições de financiamento de veículos, na semana passada, deve resultar em mais vendas de automóveis, a juros mais baixos, com entrada menor. Mas isso não vai acontecer imediatamente

A decisão do Banco Central de relaxar as condições de financiamento de veículos, na semana passada, deve resultar em mais vendas de automóveis, a juros mais baixos, com entrada menor. Mas isso não vai acontecer imediatamente. A inadimplência em alta, provocada pela inflação e medidas restritivas do BC nos primeiros trimestres do ano, vai exigir dos bancos um período de adaptação, segundo Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef (Associação Nacional de Empresas Financeiras das Montadoras).
“Vai depender de cada banco, da expectativa de inadimplência de cada banco, tem que esperar algumas semanas”, afirmou Almeida, que também preside o Banco Volkswagen. “A inadimplência tende a diminuir, a gente já começa a perceber os atrasos de até 30 dias recuando um pouquinho nos últimos dias.”
A alteração do BC na sexta-feira não deve provocar aumento dos prazos de financiamento como visto no ano passado, avaliou Almeida. E os carnês devem continuar com duração de 36 meses a 48 meses, evitando riscos de uma bolha de crédito. Segundo o presidente da Anef, 200 mil veículos deixaram de ser vendidos neste ano devido às restrições impostas pela autoridade monetária.
Na sexta-feira, o BC flexibilizou as regras que os bancos devem seguir para conceder financiamentos de veículos, crédito ao consumidor e empréstimos consignados. Com a mudança, os bancos podem reservar uma quantidade menor de recursos para o caso de eventual não pagamento das operações por parte dos clientes, o que alivia o balanço das instituições e deve provocar aumento na oferta de crédito bancário no País.
No caso de financiamento de veículos, porém, “o sinal de alerta continua”, na avaliação do economista Wermeson França, da LCA Consultores. “O que preocupa é que a liberação ocorre com os consumidores mais endividados e os bancos adotando mais rigor na liberação de empréstimos”, avaliou. “Não é um cenário que está com sinal totalmente verde”.

Inadimplência

Uma das maiores preocupações é o aumento na inadimplência, que atingiu 4,4% dos financiamentos em setembro. Em dezembro do ano passado, quando o BC restringiu o crédito, a taxa dos que não pagavam em dia era de 3,1%. A possibilidade de calote, porém, ficou em segundo plano no cálculo do BC, segundo Adriano Pitoli, economista da Tendências Consultoria.
“O governo está cada vez mais preocupado com desaceleração da atividade doméstica e querendo não demorar para reagir”, afirmou “O mês de outubro não foi bom para a venda de automóvel, que caíram 5% com ajuste sazonal”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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