O PIB (Produto Interno Bruto) do Amazonas que em 2009 foi de R$ 49,6 milhões caiu 2% na comparação com o ano anterior, ocupando o 24º lugar entre as Unidades da Federação, localizado abaixo inclusive da média nacional que recuou 0,3%. Com esse desempenho, o Estado registrou a 4ª menor participação no PIB brasileiro, representando apenas 1,5% do total, de acordo com o levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O disseminador de informações do órgão no Amazonas, Adjalma Nogueira, explica que toda a análise foi feita levando em consideração o volume do PIB para se calcular o crescimento real.
“Embora o valor tenha passado de R$ 37,9 bilhões em 2008 para R$ 49,6 bilhões, o cálculo da instituição considera o deflator, que é a variação média dos preços do período em relação à média dos preços do período anterior, para dessa forma chegar ao valor real faturado nos segmentos”, detalhou.
A indústria de transformação foi a maior responsável pelo desempenho negativo do Estado, com variação de -10,9%, especialmente os segmentos de ‘Outros equipamentos de transportes’ (-32,5%) e ‘Material eletrônico e equipamentos de comunicações’ (-18,5%). De acordo com a pesquisa, a queda dos setores foi influenciada pelos itens motocicletas e componentes, televisores e telefones celulares, respectivamente. Já as atividades de Alimentos e bebidas (12,9%), e Eletrodomésticos, (32,5%), registraram performances positivas, puxadas pelos produtos- preparações em xaropes e em pó para bebidas e fornos e micro-ondas-.
Em contrapartida aos resultados negativos, o PIB per capita, estimado em R$ 14,6 milhões representou o melhor resultado da Região Norte e o 10º maior PIB per capita brasileiro.
Impacto da crise
Com participação de 41,5% no valor bruto da economia amazonense, a queda de 7,7% da atividade industrial em 2009 refletiu o impacto da crise internacional iniciada no ano anterior, conforme explicou o conselheiro titular do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Junior.
“Os resultados demonstram justamente o desaquecimento na economia como reflexo da crise em 2008 e só não foram piores porque o governo tomou ações rápidas como diminuir os impostos da linha branca (que envolve produtos como geladeira, freezer, fogão) além de liberar crédito para financiamento de veículos”, avaliou.
O economista acrescenta que a crise de 2008 foi financeira, uma crise de crédito, o que justificou a maior oferta de crédito e redução da taxa Selic nos primeiros oito meses de 2009, que passou de 13,7% ao ano em janeiro, para 8,7% ao ano em agosto. “O problema foi o excesso de crédito oferecido que está refletindo agora tanto no Amazonas quanto no resto do país”, completou.
Outros resultados
A Produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana e a Indústria extrativa apresentaram variações positivas, de 7,2% e 4,4%, respectivamente, enquanto a Construção civil caiu 2,2%.
Já a atividade agropecuária, variou -0,2% em volume. E a agricultura, -0.6. Esta última queda refletiu a redução de 12,6% na produção do produto mandioca no Estado de 2008 a 2009.
A atividade de Serviços atingiu 53,4% do valor adicionado bruto do Estado em 2009, contra 53,2% em relação ao ano anterior e as atividades de Comércio e de Serviços de manutenção e reparação cresceram 3,4% em termos reais.







