Indústria pressiona por aprovação de PPBs

Em: 27 de dezembro de 2011
Demora para deli­beração pelo governo federal dos processos produtivos acaba reduzindo competitividade amazonense
Demora para deli­beração pelo governo federal dos processos produtivos acaba reduzindo competitividade amazonense

Criado como uma garantia do governo federal para assegurar emprego e desenvolvimento para as regiões onde existem parques industriais, os PPBs (Processos Produtivos Básicos) pouco avançaram nos últimos três anos no PIM (Polo Industrial de Manaus). O número de processos aprovados no Amazonas recua a cada ano e a lentidão em se criar novos PPBs no Estado representa um entrave para muitas empresas que pretendem se instalar na região. Os representantes da indústria no Amazonas estão exigindo mais rapidez em relação à questão.
“Na semana passada enviamos uma correspondência para o Mdic acusando a nossa insatisfação na demora em se aprovar os PPBs. Sabemos que esse processo sempre foi trabalhoso, mas acredito que até o final de janeiro tenhamos uma resposta de Brasília”, disse o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva.
De 2009 para cá, os números de novos PPBs no Amazonas mais do que caíram devido à demora com que eles são aprovados. Só para se ter uma ideia, em 2009 cerca de 30 processos produtivos foram criados. No ano seguinte, 21, e em 2011 apenas 11 PPBs. Atualmente, 25 novas propostas de processos produtivos básicos estão na gaveta do governo federal esperando a batida do martelo das autoridades para a aprovação.
Para o economista e consultor de empresas no PIM, José Laredo, os números demonstram o engessamento na gestão do parque industrial e um aumento na dependência, sobretudo, dos órgãos ligados à União, como o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
“Se por um lado o governo aprova por mais 50 anos a Zona Franca de Manaus, por outro ele estimula a competitividade com os demais Estados ao criar a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da música e estender o benefício dos Tablets para todo o país”, avaliou o economista.
Por meio da assessoria de imprensa, a titular em exercício na Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Elilde Mota de Menezes, afirma que é certo, no entanto, que nesta última semana haverá novos PPBs aprovados, e o número ainda pode se igualar, ou até ultrapassar, o do ano passado.
Elilde reconhece ainda que é necessário aumentar o número de PPBs aprovados, para garantir os investimentos no PIM. Dar maior celeridade ao processo de aprovação deve ser um dos compromissos do governo federal.
Enquanto isso, a lentidão na aprovação de PPBs como o de interruptores elétricos, tênis de alto desempenho e de bebidas energéticas, por exemplo, já adiou os investimentos de grandes multinacionais que tem planos de se instalar no Amazonas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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