“COISA DE GANGSTERS” – Deputado quer MPF investigando convênio de R$ 1,5 milhão entre Semtrad e Petistas

Em: 25 de janeiro de 2012
Segundo Marcelo Ramos, as suspeitas de fraude surgem na medida em que o fiscal do convênio é Thiago Medeiros, filho de Valdemir Santana, presidente municipal do PT
Segundo Marcelo Ramos, as suspeitas de fraude surgem na medida em que o fiscal do convênio é Thiago Medeiros, filho de Valdemir Santana, presidente municipal do PT

Para o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), o MPF (Ministério Público Federal) deve acompanhar e fiscalizar a aplicação de convênio da ordem de R$ 1,5 milhão firmado entre o Ministério do Trabalho e Emprego e a Semtrad (Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Social). Segundo o parlamentar, o convênio é suspeito “se o seu fiscal não fosse o senhor Thiago Medeiros, filho do senhor Valdemir Santana, presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, aliado político do prefeito Amazonino Mendes, e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos”.
Marcelo lança dúvidas sobre o convênio. “Entendo que o Ministério Público Federal, que deve agir de ofício em casos como esse, tome providências porque isso é algo descaradamente não republicano”, declara, lamentando ver mais uma vez o PT “enlameado com isso que já virou ‘modis operandi’ da parcela que dirige hoje o Partido dos Trabalhadores, isso é coisa de gangsters”.
Segundo Ramos, as vinculações políticas de Valdemir Santana, que também comanda a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Estado do Amazonas, tornam polêmico o convênio. “Infelizmente, esse cidadão há muito tempo perdeu as características do que seja um sindicalista, lutador em defesa dos direitos dos trabalhadores, ele parece muito mais um lobista, um agente de interesses não republicanos, o que é uma pena para quem é presidente da CUT e presidente municipal do PT, que tem os seus tentáculos em vários órgãos da Prefeitura de Manaus e do governo do Estado”.
De acordo com o deputado, o convênio, intermediado por uma ONG vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos, “não visa qualificar trabalhador nenhum, é um negócio e, portanto, deve ser investigado”. Ele sustenta que a investigação deve ser rigorosa por envolver recursos públicos liberados com a intermediação de uma organização não governamental. “Todos os indícios apontam para um malfeito, para uma improbidade administrativa”, destaca.
“Trata-se de um convênio feito por um secretário do PT com uma ONG vinculada a um sindicato presidido pelo presidente municipal do PT e que tem como fiscal do contrato o filho do presidente do PT, uma brincadeira, e o MPF tem que tomar providências”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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