O esforço de atrair novos projetos e tentar aprovar investimentos para o PIM pode ser em vão uma vez que faltam terrenos adequados na área do Distrito Industrial para a instalação das fábricas interessadas.
O gargalo foi apontado pelo economista e consultor da Profinco Projetos Financeiros e Econômicos, Hélio Pereira da Silva, durante a reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas) realizada, ontem, na sede da Sefaz (Secretaria do Estado da Fazenda do Estado do Amazonas).
“As empresas têm interesse de se instalar no PIM, mas falta área plana para construir. Tem terreno, mas é um verdadeiro buraco”, criticou o consultor
Sem revelar os nomes, ele conta que algumas empresas já desistiram da instalação em virtude do alto custo com a terraplanagem do terreno ou com do alto preço do aluguel, no caso de galpões já existentes. “Cobra-se de R$ 19 a R$ 24 pelo metro quadrado de aluguel para a indústria. O preço é proibitivo”, acrescentou.
O superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Thomaz Nogueira, presente na reunião informou que a autarquia possui atualmente 114 pedidos de área ainda não atendidos e admitiu que as áreas disponíveis não possuem a topografia adequada.
“Estamos analisando diversas alternativas e espero que em curto prazo possamos resolver essa questão junto ao governo e à prefeitura”, afirmou.
Thomaz Nogueira destacou a importância da iniciativa do empresariado em usar as ferramentas tecnológicas da própria construção civil que, segundo ele, muitas vezes permitem a adequação do terreno.
“Embora algumas áreas demandem custos respeitáveis em termos de terraplanagem, algumas vezes esses custos são muito mais interessantes do que os valores de mercado para instalar fora daqui”, enfatizou.
Codam
Além da polêmica, o Codam foi marcado pela aprovação de 24 dos 26 projetos em pauta com investimentos em torno de R$ 975 milhões e geração de 1.124 empregos em três anos. Foram retirados da pauta os projetos da Meson Amazônia -em consequência de um pedido da própria empresa para reavaliação da decisão de se instalar no PIM- e da Phlilips do Brasil, que deverá passar por novas análises jurídicas junto à Seplan-AM (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico).
O titular da secretaria, Airton Claudino , destacou o projeto de implantação da tailandesa Cal-Comp que pretende produzir placas de circuito impresso para áudio e vídeo, como o principal destaque em termos de investimentos. A empresa prevê injetar R$ 399,3 milhões e criar 331 novos postos de trabalho em três anos.
O secretário apontou ainda três projetos que utilizam matéria-prima regional. A Parintins comércio e atacadista de pescado que vai investir R$ 1,91 milhão na produção de peixes filetados congelados, a Litiara da Amazônia com investimentos de R$ 1,38 milhão na produção de telhas de barro e blocos de cerâmica e a Tomatec que pretende injetar R$2,76 milhões na fabricação de móveis de madeira.
“Apesar dos valores dos investimentos não serem vultosos esses projetos têm sua importância porque utilizam matéria-prima regional e dois deles localizam-se no interior, possibilitando o desenvolvimento regional, nossa grande busca atualmente”, encerrou.







