Braga pede que PR reveja decisão de deixar a base

Em: 16 de março de 2012
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), pediu que o PR reveja sua decisão de rompimento com o Planalto
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), pediu que o PR reveja sua decisão de rompimento com o Planalto

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), pediu que o PR reveja sua decisão de rompimento com o Planalto.
Na quinta-feira, 15, à noite, ele se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para tentar conter a crise entre Congresso e governo.
No fim da tarde de quinta, depois de se reunir com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), o líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), disse que os sete senadores do partido estavam rompidos com o governo e passariam para a oposição. Segundo Maggi, o governo decidiu manter Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes e ofereceu ao partido duas estatais.
O PR vinha pedindo à presidente, desde julho do ano passado, quando Alfredo Nascimento foi destituído do cargo, que nomeasse outra pessoa do partido. Passos é filiado ao PR, mas o comando partidário não se sente representado por ele.
Braga afirmou que o PR tomou a decisão sem levar em conta sua escolha como novo interlocutor político com o governo. “Não entendi a posição do PR, fui surpreendido. Ainda estávamos em negociação, eu estava conversando com Blairo e com a presidente”, disse. O líder disse que não continuará a conversar com o PR se mantiver a decisão de romper com o governo e continuar agindo de forma “intransigente”.
Braga disse que o Planalto não encerrou as negociações com o partido. Mas a declaração do líder vai na contramão da ministra Ideli. Ela disse a Maggi, ainda na quinta-feira, que o governo não reveria o nome de Passos nos Transportes.

“Nova oposição” tem de ser testada

Apesar da rebelião no PMDB que causou a troca na liderença do governo e a decisão do PR em sair da base aliada, a “nova oposição” no Senado ainda precisa passar por um teste importante: a assinatura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra o governo.
As insatisfações da base aliada ao governo no Senado vão ser medidas pela adesão ou não a uma proposta de abertura de CPI sobre irregularidades na Casa da Moeda, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
O PSDB estuda apresentar um requerimento de criação de CPI cujas investigações têm potencial para atingir o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os tucanos, no entanto, duvidam que contarão com o apoio do PR e dos rebeldes do PMDB para a empreitada. No fim de janeiro deste ano, o então presidente da Casa da Moeda, Luiz Fernando Denucci, foi demitido do cargo após a suspeita de haver cobrança de propina no órgão.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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